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Mulher é salva de cárcere privado ao pedir socorro em varanda no bairro Cruzeiro

Saiu no O Tempo

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Após o companheiro pedir para ver os conteúdos de seu celular e ela se recusar, uma mulher de 29 anos acabou sendo espancada e mantida em cárcere privado pelo companheiro, um homem de 37 anos, dentro de um apartamento no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, no último domingo (2).

A Polícia Militar (PM) foi acionada por vizinhos do prédio, que fica na rua Jornalista Jair Silva, após eles ouvirem pedidos de socorro da vítima. O cabo Madson Miranda, da 127ª Companhia do 22º Batalhão, foi um dos militares que chegaram ao local instantes depois e deu detalhes da prisão.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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