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Sabrina Donatti: Precisamos de mais mulheres no poder

Saiu na Exame

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Temos a necessidade urgente de ter mulheres em mais locais que podem mudar a nossa vida. Precisamos debater o assunto cada vez mais. Essa semana um anestesista estuprou uma mulher enquanto ela estava anestesiada no meio da cesária. Enfermeiras acharam estranho o quanto ele anestesiava as pacientes, pois elas não conseguiam nem pegar seus bebês quando nasciam, e ele ainda fazia movimentos estranhos atrás do pano que fica na frente das pacientes. Após duas cirurgias com ele, elas resolveram tentar gravar para saber o que estava acontecendo. Foi aí que descobriram que ele abusava da mulher, a ação filmada durou cerca de dez minutos, ele estava a um metro de distância da equipe e não se intimidou.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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