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20 anos: Esta é a previsão do governo para salários iguais entre homens e mulheres

Saiu no site HUFFPOST BRASIL:

Fernanda Cruz

Agência Brasil

Henrique Meirelles admitiu que os homens são mais promovidos no trabalho do que as mulheres, mas que isso também deve mudar.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou hoje (9) que a defasagem de remuneração entre homens e mulheres deve acabar dentro de 20 anos, tempo de transição para que passem a valer as novas regras da reforma da Previdência, caso sejam aprovadas. Ele participou, em São Paulo, do Fórum Estadão, cujo tema foi a Previdência.

O ministro destacou que, atualmente, a remuneração média das mulheres com idade entre 20 e 25 anos é praticamente igual à dos homens. “Essa diferença está acabando”, disse. “A tendência é que em 20 anos isso esteja igualado.”

Meirelles admitiu, porém, que os homens são mais promovidos no trabalho do que as mulheres conforme envelhecem, tendência que também deve mudar.

Existe uma qualificação e presença maior de mulheres no mercado de trabalho. Nos escalões mais elevados, é um fenômeno gradual, por uma questão muito simples de qualificação, competência e resultado. As empresas estão cada vez mais pressionadas por resultado.Henrique Meirelles

Segundo a proposta da reforma da Previdência, haverá uma transição de 20 anos para que a idade mínima de aposentadoria das mulheres seja a mesma para os homens. O ministro disse que trabalha com uma agenda intensa de discussão com as bancadas de parlamentares, visando aprovar a proposta.

Reforma é uma necessidade

Para o ministro da Fazenda, “a reforma da Previdência não é um objeto de decisão, é uma necessidade”. A evolução das contas públicas brasileiras, de acordo com ele, mostra que a Previdência brasileira é mais generosa que a de outros países. “O problema é que quem paga isso é a sociedade.”

O ministro observou que a informação propagada em redes sociais de que haveria superávit na Previdência é “falaciosa”. Existe, inclusive, a convocação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para analisar as contas da Previdência.

Quanto às categorias especiais, o ministro informou que, a princípio, todas estariam incluídos na reforma, a não ser que a lei determine que haja aposentadoria diferenciada.

Em sua palestra, Meirelles reforçou que os gastos públicos respondiam por 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) em 1991 e subiram para 19% nos dias de hoje. No último ano de mandato de cada presidente, os gastos aumentaram ainda mais, segundo gráfico apresentado pelo ministro.

A Taxa de Reposição, outro ponto levantado por Meirelles, indica que o Brasil tem índice de 76%, maior que a média dos países europeus, que é de 56%. “O aposentado no Brasil tende a ganhar mais que ganhava antes na comparação com os dos demais países”, argumentou.

 

 

PUBLICAÇÃO ORIGINAL: 20 anos: Esta é a previsão do governo para salários iguais entre homens e mulheres

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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