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Deputadas defendem aprovação de mais medidas de interesse das mulheres

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Uma das propostas prevê reserva de vagas para as mulheres nas Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais

Além das propostas de interesse das mulheres neste dia 8 de março, a bancada feminina espera ainda colocar em pauta a proposta (PEC 134/15) que reserva uma cota de vagas para as mulheres nas Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais: pelo menos 10% na primeira eleição depois da aprovação da PEC, 12% na segunda e 16% na terceira.

A coordenadora-adjunta da bancada feminina, deputada Carmem Zanotto (PPS-SC), lembra que a proposta já foi aprovada em dois turnos pelo Senado. “Tem estados brasileiros sem representação feminina aqui na Casa, então ela tem tudo pra passar. É uma grande luta que a gente vai precisar primeiro garantir que seja pautada no Plenário. Depois, efetivamente, que seja votada e a gente vai trabalhar para que ela passe.”

O Brasil é um dos países do mundo com menor representação de mulheres no Poder Legislativo – hoje abaixo de 10%, quando a média mundial é de 22%.

Enfrentamento à violência
Para a bancada feminina, também é prioridade aprovar o Projeto de Lei 7371/14, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher, que cria o fundo nacional de enfrentamento da violência contra as mulheres.

Antonio Araújo / Câmara dos Deputados
Pautas Femininas – Casamento Infantil. Dep. Dâmina Pereira (PSL-MG)
Dâmina Pereira: apesar da Lei Maria da Penha, as mulheres continuam sendo assassinadas terrivelmente no País, colocando nosso País em quinto lugar no ranking de países com esse tipo de violência

Os recursos do fundo deverão ser usados na assistência às vítimas e para aperfeiçoar as campanhas de combate e prevenção, como explica a coordenadora da bancada feminina, deputada Dâmina Pereira (PSL-MG). “A violência, apesar da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), continua enorme. As mulheres continuam sendo assassinadas terrivelmente no País, colocando nosso País em quinto lugar no ranking de países com esse tipo de violência. A cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas. Então eu chamo a atenção para que as pessoas vejam a importância desse projeto e que ele possa ser colocado na pauta, ser votado e finalmente ser colocado em prática.”

O Brasil é o quinto colocado no ranking mundial de violência contra a mulher. A cada hora e meia uma mulher é assassinada. Cerca de 50 mil mulheres são estupradas por ano no País. Os dados reforçam a importância de iniciativas para combater essa violência.

Além do combate à violência contra a mulher, parte das deputadas chamou a atenção para as consequências da proposta de reforma da Previdência em debate.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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