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Ministério da Saúde lança orientações para frear violência obstétrica na hora do parto

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Documento faz contraindicação da manobra Kristeller, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão.

O Ministério da Saúde lança nesta semana uma série de recomendações para melhorar a qualidade dos partos no País. São 200 pontos, de acordo com o Estado de São Paulo.

As orientações incluem técnicas para aliviar a dor, como massagens e banhos quentes e são resultado de discussões realizadas em 2015 por integrantes de associações médicas e representantes da sociedade civil.

O documento, chamado Diretriz do Parto Normal também faz a contraindicação da manobra Kristeller, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão.

O procedimento não é considerado eficaz por alguns médicos e pode provocar danos para a mulher e para o bebê, como rupturas de costelas e hemorragias. A prática já foi desaconselhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra crítica é ao uso da episiotomia, corte feito na região do períneo. O objetivo é facilitar a expulsão do bebê, mas a técnica que deveria ser usada em situações específicas é feita em quase todas as pacientes em muitos hospitais.

Práticas que vinham sendo usadas incorretamente, como rotina, como a retirada dos pelos pubianos e a lavagem intestinal que precede o parto também estão na lista de procedimentos desaconselhados.

Quanto ao parto domicilar, o documento afirma que mulheres que a prática “não deve ser desencorajada” para mulheres que já tiveram filhos, não apresentam riscos e têm condições de ter acesso a um hospital rapidamente, segundo o Estadão. O Conselho Federal de Medicina é contrário.

 

 

Publicação Original: Ministério da Saúde lança orientações para frear violência obstétrica na hora do parto

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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