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Como prevenir a violência contra as mulheres durante as eleições: Um Guia Programático

Saiu na ONU Mulheres

A participação política de mulheres e homens em igualdade de condições, e as oportunidades das
mulheres para ocupar cargos de liderança em qualquer nível de tomada de decisão, foram reconhecidas
mundialmente na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como contribuições fundamentais para que as sociedades sejam mais prósperas e estáveis. Houve progresso: mais do que nunca
há mulheres ocupando cargos no governo e envolvidas nos processos eleitorais como funcionárias,
eleitoras, candidatas ou nas campanhas eleitorais. As mulheres agora têm mais representação e voz,
e podem colocar em pauta suas preocupações com questões relativas à dimensão física, incluindo
os direitos reprodutivos e a segurança física, assim como temas sociais, por exemplo, o cuidado dos
filhos e filhas, equiparação salarial, licença maternidade e parental, pensões, e temas que envolvem o
desenvolvimento de forma mais ampla, como alívio da pobreza e prestação de serviços.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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