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CONDENAÇÃO DE UM HOMEM POR DENEGRIR MORALMENTE MÃE E FILHA NUM GRUPO DE WHATSAPP. INDENIZADAS EM R$ 3 MIL REAIS POR DANOS MORAIS

APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. OFENSAS VERBAIS. COMENTÁRIOS DE CUNHO SEXUAL E PEJORATIVO EM GRUPO DE WHATSAPP. AUTORA MENOR DE IDADE. DANO MORAL CARACTERIZADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. JUROS DE MORAL. ALTERAÇÃO DE OFÍCIO. Da norma processual aplicável ao feito.

 

CONFIRA COMPLETO EM PDF AQUI—> Comentários ofensivos em grupo de WhatsApp geram dano moral

 

Diante do exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido ajuizado por __________________________________ e _________________________________ em face de ___________________ para CONDENAR o demandado ao pagamento do valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) para cada autora, a título de dano moral, valor que deverá ser corrigido monetariamente pelo IGP-M e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, ambos a contar da data da sentença. Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, os quais fixo em 10% sobre o montante da condenação, o que faço com base no que dispõe o artigo 85, § 2º, incisos I, II, III e IV do NCPC. Todavia, suspendo a exigibilidade da cobrança dos ônus sucumbenciais, pois com base nos documentos de fls. 35, 38, defiro ao demandado o benefício da AJG.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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