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Sérgio Barbosa: “Estava numa gaiola de ouro. E mesmo sendo de ouro, era uma gaiola”

Saiu no Site Marie Clarie.

 

Veja a Publicação original.O tema da masculinidade tóxica tem ganhado as rodas de conversa, as redes sociais, as palestras. Mas ainda é um assunto distante da maioria dos brasileiros. Por isso é tão importante ações como as do Projeto H, criado por Sérgio Barbosa, um brasiliense de 52 anos, professor de filosofia. Especialista em masculinidades, relações de gênero e violência de gênero, ele é pioneiro no assunto no país e atua também no campo da violência doméstica.

“O Projeto H surgiu de um forte impacto pessoal”, diz Sérgio. “De como eu havia me tornado incomodado com o medo que as mulheres, no geral, tinham medo de mim, sem nem mesmo me conhecer”, contou. “Outra grande base para trabalhar com os homens e comigo mesmo foi a necessidade de rever valores, condutas, pensamentos. Descobrir por que somos tão reprimidos por nós mesmos, pela sociedade e aceitamos esta máscara que não nos pertence”, enfatiza.

Em uma realidade extremamente machista como a brasileira, o trabalho é árduo e há muito o que fazer. O Projeto H é virtual e abarca todas as iniciativas feitas por ele nesse sentido. Sérgio já criou grupos reflexivos com homens no ABC paulista; e fez parceria com a promotora de justiça Gabriela Manssur, em 2014, para ações na região de Taboão da Serra, em São Paulo. Desenvolve programas de prevenção da violência contra a mulher para empresas e poder público; participa de palestras do TEDx e tem até um canal de atendimento emocional chamado Justiceiros. Este último entrou no ar durante a pandemia de Covid-19, quando o aumento dos números de violência contra mulheres e crianças por conta do confinamento foram assustadores. “Sem uma maior participação da sociedade organizada nada vai mudar. Há a necessidade gritante de formação de novas lideranças políticas que olhem para a violência contra a mulher como um problema de todos”, reforça o especialista.

Veja a Matéria Completa Aqui.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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