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Sim, a desigualdade de gênero impede o desenvolvimento da economia

Saiu no site REVISTA CLAUDIA

 

 

Veja publicação no site original:   Sim, a desigualdade de gênero impede o desenvolvimento da economia

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É o que revela o estudo “A autonomia das mulheres na mudança de cenários econômicos”, divulgado recentemente.

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Por Lucas Castilho

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Tal qual a água é molhada, sim, as desigualdades de gênero são um obstáculo para o desenvolvimento de forma sustentável da economia. É o que revela o extenso informe “A autonomia das mulheres na mudança de cenários econômicos”, divulgado nesta terça-feira (28) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) durante a 14ª Conferência Regional sobre Mulheres na América Latina e no Caribe. O evento acontece até sexta-feira (31), em Santiago, no Chile.

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Segundo o estudo, América Latina e Caribe estão crescendo menos e as desigualdades e a pobreza só aumentam. De acordo com a Cepal, a solução seria acelerar os compromissos assumidos pelos governos para atingir a tão sonhada igualdade de gênero e a autonomia das mulheres na região. “As desigualdades de gênero são um obstáculo para desenvolvimento, e as mudanças no cenário são uma manifestação da urgência de avançar decisivamente em direção a estilos de desenvolvimento que contemplem a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres e a garantia dos direitos de todas as pessoas, sem exceção”, diz o relatório.

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O documento observa que, apesar do surgimento de movimentos feministas liderados por uma nova geração de mulheres, nos últimos anos, aconteceu – e a gente sabe bem disso! – um ressurgimento de práticas e discursos discriminatórios na região, uma situação que limita o exercício pleno dos direitos da mulher e a progressão das políticas de igualdade. O informe segue: “A situação das mulheres da América Latina e do Caribe é heterogênea; é necessário garantir que avanços alcancem essa diversidade de mulheres e que as desigualdades de gênero sejam tratadas em uma perspectiva interseccional, reconhecendo as diferentes experiências de opressão ou privilégio existentes”.

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Divisão do trabalho

Um dos desafios também é a divisão do trabalho: mulheres passam três vezes mais tempo do que os homens dedicadas ao trabalho doméstico. Além disso, são as principais responsáveis pelo cuidado de idosos na região. Nesse sentido, o Brasil é visto como um exemplo positivo por, desde 2002, reconhecer institucionalmente a atividade assistencial como um trabalho profissional. Segundo a Cepal, é preciso olhar de uma nova forma para o cuidado, já que, nesse “filão”, está uma das chaves para erradicar a desigualdade de gênero.

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“Se os cuidados forem articulados com políticas trabalhistas que melhorem a qualidade desses empregos, eles poderão reverter as discriminações que ocorrem no mercado de trabalho e gerar melhores condições nesse setor, que na maioria dos países é precário. Promover o treinamento e a profissionalização deste setor de trabalho, bem como a participação nos mecanismos de diálogo e negociação coletiva, teriam um impacto diretamente na qualidade do emprego”, afirma o estudo.

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Um dos resultados diretos desse tipo de política seria uma melhora nas oportunidades e condições de emprego, maior autonomia feminina e, consequentemente, um incentivo para a participação dos homens no trabalho de cuidar.

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Outros dados

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Um terço das mulheres da região depende completamente de outros para sua subsistência. De acordo com o relatório, apesar da diminuição do número de mulheres sem renda própria de 41,0%, em 2002, para 27,5%, em 2018, esse percentual ainda é mais que o dobro de homens na mesma situação (13,1%).

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Mulheres também são a maioria da população em situação de probreza: em 2002, eram 105 mulheres para cada 100 homens. Já em 2018, esse índice subiu para 113 mulheres para cada 100 homens.

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Mas, se elas não estão em situação de pobreza, também encontram dificuldades para adentrar em certos campos de atuação, como ciência, tecnologia, engenharia, e matemática. O relatório conclui ser urgente a criação de mecanismos (políticas públicas) para a participação delas nessas áreas. Só assim, será possível vislumbrar uma resolução para o problema, além de criar mais empregos em novos setores econômicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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