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Por que executivas mulheres se divorciam mais

Saiu no site G1

 

Veja publicação no site original:   Por que executivas mulheres se divorciam mais

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Conseguir um emprego de ponta aumenta drasticamente as chances de divórcio das mulheres, mesmo em países igualitários. Por que isso não acontece com os homens?

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Avançar numa carreira bem-sucedida e manter um relacionamento romântico satisfatório é uma meta de vida para muitos de nós. Mas, mesmo nos países com maior igualdade de gênero, encontrar uma parceria que dure é mais difícil para mulheres que voam alto do que para homens.

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Na Suécia, que ocupa o primeiro lugar no índice de igualdade de gênero na União Europeia graças a fatores como licença parental generosa, creche subsidiada e acordos de trabalho flexíveis, economistas estudaram como as promoções para os melhores empregos afetavam a probabilidade de divórcio para cada gênero. O resultado: as mulheres eram muito mais propensas a pagar um preço pessoal mais alto pelo sucesso na carreira.

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“A promoção a um emprego de cargo alto na política aumenta a taxa de divórcio de mulheres, mas não de homens, e as mulheres que se tornam CEOs se divorciam mais rapidamente do que homens que se tornam CEOs”, resume Johanna Rickne, professora da Universidade de Estocolmo e coautora da pesquisa, publicado no início deste mês no American Economic Journal.

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O estudo, que analisou a vida de homens e mulheres heterossexuais que trabalham para empresas privadas com 100 ou mais funcionários, descobriu que as mulheres casadas tinham duas vezes mais chances de se divorciar três anos após sua promoção ao cargo de CEO em comparação com os homens. No setor público, usando três décadas de registros, prefeitas e parlamentares promovidas após uma eleição dobraram suas chances de se separar de seus parceiros; 75% delas ainda estavam casadas ​​oito anos depois, em comparação com 85% daquelas que não foram promovidos, enquanto não havia evidências de um efeito semelhante para os homens. Médicas, policiais e sacerdotes que progrediram em suas carreiras também seguiram a tendência.

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Muitos casais experimentam "estresse e atrito" quando há mudanças na divisão de seus papeis econômicos e sociais  — Foto: Getty Images

Muitos casais experimentam “estresse e atrito” quando há mudanças na divisão de seus papeis econômicos e sociais — Foto: Getty Images

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Os autores observaram que, embora a maioria dos participantes do estudo tivesse filhos, a maioria já havia saído de casa quando os pais se divorciaram, portanto, os estressores do casamento no período que antecedeu essas separações não estavam relacionados a pressões mais generalizadas de ter filhos pequenos.

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Rickne argumenta que, embora a Suécia tenha fornecido a legislação e as estruturas sociais para criar “a expectativa de que você não precisa escolher entre família e carreira”, a pesquisa revela que o que acontece às famílias quando as mulheres avançam na carreira é muitas vezes diferente.

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Muitos casais passaram por “estresse e atrito” quando há mudanças na divisão de seus papéis econômicos e sociais, por exemplo, devido ao impacto na quantidade de tempo de lazer que podem passar juntos ou na maneira como dividem as tarefas domésticas. Mas isso, argumenta a equipe de pesquisa, é frequentemente amplificado quando é a mulher que é promovida, porque cria mais uma incompatibilidade de expectativas.

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Embora a pesquisa de Rickne não tenha medido quem iniciou o divórcio em cada caso, uma teoria é que os maridos das que foram promovidas acharam mais difícil lidar com a situação do que as esposas que eram casadas com homens de alto desempenho. Ela ressalta que o mercado de casamento não acompanha o mercado de trabalho quando se trata de igualdade de gênero, uma vez que “ainda é bastante incomum os homens serem o principal cônjuge de apoio na carreira de outra pessoa”.

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Acho que essa mudança está muito distante”, acrescenta ela. A pesquisa de sua equipe, ela argumenta, pode, portanto, atuar como uma lição sobre o que está por vir para outros países que estão caminhando para economias mais igualitárias.

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Segundo a pesquisa de Rickne, as prefeitas e parlamentares tiveram duas vezes mais chances de se separar de seus parceiros depois de serem promovidas  — Foto: MAGNUS BERGSTRÖM

Segundo a pesquisa de Rickne, as prefeitas e parlamentares tiveram duas vezes mais chances de se separar de seus parceiros depois de serem promovidas — Foto: MAGNUS BERGSTRÖM

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Uma preocupação comum

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Para Charlotte Ljung, 39, CEO de um grupo de móveis e camas de luxo na Suécia, que também administra uma plataforma de aconselhamento online para pessoas que se divorciam, a pesquisa de Rickne reflete preocupações comuns em sua própria rede de mulheres de alto desempenho.

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“A piada é ‘quanto melhor você for no trabalho, maior a probabilidade de se divorciar'”, ela ri..

Ela se divorciou enquanto seus dois filhos ainda eram pequenos e diz que, para ela, fazer malabarismos com a maternidade e um papel importante no trabalho era uma fonte de atrito no casamento. Mas Ljung acredita que “os aspectos práticos” de ser um CEO, como viagens frequentes, longas horas e as pressões de ter um alto perfil público muitas vezes podem causar dificuldades para os parceiros de gerentes seniores, mesmo que o casal não tenha filhos.

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“É também a percepção de poder – quem veste as calças, que ganha mais dinheiro”, argumenta. “Os homens hoje acham isso intrigante no começo e querem ser vistos como disposto a apoiá-la e torcer por você – e acho que isso é uma coisa muito positiva – mas acho que alguns passos adiante, quando a realidade entra em ação, pode ser mais difícil para os homens lidar.”

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Escolhendo o parceiro certo

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Então, como as mulheres que buscam os melhores empregos podem mitigar suas chances de entrar em um relacionamento que se desestabiliza quando alcançam o topo de sua carreira?

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Rickne ressalta que, mesmo em países igualitários como a Suécia, as mulheres ainda tendem a se casar com homens mais velhos, que costumam ter mais dinheiro do que elas, relembrando as narrativas tradicionais do “príncipe do conto de fadas” que “tentam nos ensinar a encontrar um marido bem-sucedido”.

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“Mulheres de alto status e alta renda não se casam com um homem de baixa renda que quer ser marido e ficar em casa. Elas tendem a procurar um marido de renda ainda mais alta. Mas, pensando nas suas possibilidades no mercado de trabalho, isso pode não ser o ideal”, argumenta ela. “Talvez tente entrar em um relacionamento mais igualitário desde o início.”

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Sua pesquisa na Suécia descobriu que os divórcios após as promoções eram mais prováveis ​​em casais em que a esposa era mais jovem que o marido por uma margem maior e aproveitava totalmente a licença parental (que, na Suécia, pode ser dividia entre os dois).

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Casais que eram mais próximos e adotavam uma abordagem mais igualitária para cuidar dos filhos estavam menos propensos a se divorciar após a promoção de uma esposa. O artigo pede mais pesquisas para explorar as condições que podem incentivar as “mulheres a expandir seu conjunto de parceiros para se casar com alguém menos bem-sucedido e para os homens fazerem o oposto”.

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Exemplos positivos

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Charlotte Sundåker, 38, foi promovida a CEO interina de uma empresa global de educação em Estocolmo, dois anos depois de ter seu primeiro filho com seu parceiro de longa data, Christian Hagman, que tem 31 anos. Ela acredita que sua idade mais jovem desempenhou um papel positivo na sobrevivência de seu relacionamento. Havia “menos pressão para ele ter mais sucesso”, pois ele estava em uma fase diferente de sua carreira.

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Sundåker o descreve como sendo “de outra geração, que tenta desafiar os velhos modos de ser homem”, o que o tornou mais favorável à sua carga de trabalho difícil. Mas ambos os parceiros argumentam que o principal motivo pelo qual permaneceram juntos foram conversas frequentes e honestas sobre os desafios que estavam enfrentando.

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“No início, obviamente estava consumida por isso. Essa é a natureza de ser um CEO”, diz Hagman. “Fiquei um pouco triste por não me conectar com ela diariamente do ponto de vista do relacionamento… Mas ela me ouviu, e eu fiz o mesmo.”

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O casal diz que ter uma perspectiva de longo prazo também foi essencial, com o entendimento de que Hagman gostaria de ter seu próprio período mais focado na carreira no futuro. Desde então, ele começou sua própria consultoria de design, enquanto Sundåker agora administra seu próprio negócio e dirige a Ownershift, um think tank sueco projetado para capacitar mais mulheres a fazer o mesmo.

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A CEO divorciada Charlotte Ljung acredita que o aumento da conscientização sobre os desafios comuns enfrentados pelos casais depois que as mulheres são promovidas para empregos mais altos também pode melhorar as chances de sobrevivência no relacionamento, mesmo para aqueles que começam com papeis mais tradicionais de gênero.

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“É preciso ter cuidado ao colocar um chapéu feminista e apontar os dedos, porque nada preparou os homens para essa mudança, praticamente”, diz ela. “Precisamos fornecer ferramentas melhores e aumentar a conscientização sobre o assunto, falando sobre isso. Do mesmo modo que retiramos o estigma associado à terapia na Suécia, existe algo semelhante que podemos fazer para ajudar os homens?”

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Os benefícios do divórcio

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Por outro lado, o divórcio nem sempre é uma coisa ruim. Molly Malm, advogada do escritório de advocacia sueco Lexly, destaca que a alta taxa geral de divórcios da Suécia em comparação com o resto da UE está ligada aos seus objetivos de igualdade de gênero. O alto nível de participação feminina na força de trabalho e uma norma de guarda compartilhada de filhos após uma separação facilita para os divorciados de todas as origens econômicas deixarem parcerias que não estão funcionando.

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“Conseguir o divórcio nem sempre precisa ser o fim do mundo”, diz Malm, que ressalta que isso se normalizou na Escandinávia se casar várias vezes ou ter vários parceiros de longa data ao longo da vida. “A Suécia não é muito religiosa… Você se casa porque é romântico e divertido. Se não der certo, você sabe que pode pedir o divórcio.”

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Os dados de Rickne sugerem que as mulheres que se divorciam após obter as melhores promoções têm menos probabilidade do que os homens de se casar novamente ou ter um relacionamento sério. Mas, com o trabalho dela, não é possível concluir se elas são mais felizes sem um parceiro ou se acharam mais difícil encontrar alguém novo em comparação com os colegas do sexo masculino. No entanto, uma consequência construtiva de altas taxas de divórcio, ela argumenta, é que ficou muito mais fácil para homens e mulheres na Suécia ocupar altos cargos nos negócios e na política sem um parceiro.

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“Em outros lugares, se você está em campanha e deseja apelar aos eleitores, quase precisa ter um cônjuge ao seu lado. O mesmo pode acontecer com os CEOs – que o cônjuge se torna um ativo necessário no mundo do trabalho, mas na Suécia esse não é o caso”, diz Rickne.

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“A sociedade aceitou mais o divórcio e pode ser positivo”, argumenta. “Se as mulheres mantiverem relações desiguais com um cônjuge que não apoiará sua carreira, o divórcio permitirá que continuem suas carreiras sozinhas e possivelmente procurem um novo parceiro. Não é necessariamente ideal ficar com a mesma pessoa a vida toda.”

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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