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Estudante é vítima de assédio em banheiro de universidade e alunos protestam

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Estudante é vítima de assédio em banheiro de universidade e alunos protestam

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Suposto assédio aconteceu na última quinta-feira (19). A universidade informou que o estudante suspeito está suspenso por tempo indeterminado

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Por Gabriela Ribeti

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Os estudantes da Universidade de Vila Velha (UVV) fizeram um protesto, na manhã desta terça-feira (24), para denunciar um caso de assédio que aconteceu na instituição contra uma estudante, de 22 anos, na última quarta-feira (19). A universidade informou que o estudante suspeito de assediar está suspenso por tempo indeterminado.

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A jovem, que não quer ser identificada, cursa o nono período de direito. Ela contou que foi no banheiro da universidade que aconteceu o assédio. Mesmo assustada, a aluna decidiu denunciar o caso. Registrou um boletim de ocorrência e procurou a coordenação do curso, na faculdade.

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“Eu vi que tinha alguém na porta me observando. Eu observei que era um homem e questionei o que ele estava fazendo ali. Na mesma hora eu vi ele acenando, fazendo gestos obscenos, me chamando para fazer sexo com ele. Eu perguntei se ele estava ficando doido e me tranquei no banheiro”, relatou.

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Estudantes de universidade fazem protesto contra assédio, no ES  — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Estudantes de universidade fazem protesto contra assédio, no ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

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O caso ganhou repercussão entre os estudante e eles fizeram um protesto na faculdade. A jovem que denunciou o assédio conta que após decidir falar, soube que outras alunas passaram pela mesma situação.

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“Foi algo repetido dentro da faculdade. Ninguém tinha falado antes porque ninguém tinha coragem de falar”, contou.

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A diretora do Diretório Central Estudantil (DCE) Giulia Areas informou que a universidade tem um núcleo para prestar atendimento a às vítimas. “Ele funciona através de atendimento psicológico e de atendimento de uma advogada que está de plantão para vítimas de agressões tanto físicas quanto psicológicas”, explicou.

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O presidente do DCE da UVV, Jonas Lube, diz que o ato foi em solidariedade à vítima, mas também em conscientização para que casos de assédio não voltem a acontecer.

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UVV

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A universidade informou que afastou o aluno por tempo indeterminado e abriu um processo de sindicância para apurar o caso.

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Durante esse processo, as alunas serão ouvidas e o suspeito de ter cometido assédio terá que dar explicações.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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