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Levantamento: a cada 4 minutos uma mulher é agredida no Brasil

Saiu no site UNIVERSA

 

Veja publicação original:    Levantamento: a cada 4 minutos uma mulher é agredida no Brasil

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Dados inéditos obtidos pelo jornal Folha de São Paulo mostram que a cada 4 minutos uma mulher é vítima de agressão no Brasil.

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Os números apresentados pelo Ministério da Saúde são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Foram analisadas pela reportagem 1,4 milhão de notificações recebidas entre 2014 e 2018.

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Segundo o ministério, só em 2018 foram registrados mais de 145 mil casos de violência em que as vítimas sobreviveram. Dessas vítimas, 68% são do sexo feminino e 32% do sexo masculino.

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São contabilizadas agressões físicas, sexual, psicológica e de outros tipos. Casos de violência sexual tiveram um aumento de 53% no período avaliado, sendo que 7 em cada 10 vítimas são crianças a adolescentes (até 19 anos).

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Os estupros coletivos contra mulheres foram 3.837 entre 2014 e 2018. Contabilizando os casos em que as vítimas foram homens, o número chega a 4.716. O estudo não permite afirmar se os casos de violência contra mulher aumentaram ou passaram a ser mais notificados.

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Quanto às agressões físicas, as vítimas mais frequentes são mulheres de 20 a 39 anos. Na maioria desses casos, o agressor é alguém próximo da vítima: pai, irmão, filho, atual ou ex namorado ou marido. 70% dos casos ocorrem dentro das casas da vítimas.

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Capão Redondo lidera ranking em São Paulo

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Ainda segundo o levantamento, a região do Capão Redondo, no extremo sul da cidade, é a que apresenta o maior número de denúncias de agressões contra mulheres.

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Foram 907 casos de agressão em ambiente doméstico, a maioria tendo mulheres como vítimas. Em média, um pedido de socorro é feito a cada 20 minutos na região.

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Integram o ranking as regiões de Perus/Pirituba (5,4%) e Brasilândia (4,6%), na zona norte, além de Itaquera (4,5%) e Itaim Paulista (4,5%), na zona leste.

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O levantamento mostra que a maioria dos acionamentos acontece à noite, entre 18h e meia-noite. A incidência é maior aos sábados, domingos, segundas-feiras e quartas-feiras.

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Entre as medidas pensadas para tentar coibir os casos na região do Capão Redondo é a implantação do sistema de câmeras que serão acopladas no uniforme dos PMs. A medida seria uma forma de inibir a continuação de ações violentas quando os policias chegam ao loca do crime.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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