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Como nossos traumas nos moldam enquanto pessoas

Saiu no site DM

 

Veja publicação original:   Como nossos traumas nos moldam enquanto pessoas

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‘It – parte 2’ chega aos cinemas e traz muito mais do que bons efeitos especiais e cenas para você gritar no cinema

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“It – A coisa”, parte 1 e 2, foram dirigidas por Andres Muschietti e baseadas no livro homônimo de Stephen King. Na parte 1 (2017), que se passa em 1989, somos apresentados ao Clube dos Perdedores (ou clube dos otários, em algumas traduções) e retrata o encontro desse grupo de adolescentes com o palhaço Pennywise, na pequena cidade de Derry.

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Vinte e sete anos depois, quando se inicia um novo ciclo de aparições de Pennywise, e com ele várias mortes, o Clube dos Perdedores se reúne novamente para cumprir uma velha promessa. Esse novo embate com o palhaço assassino é o que “It – parte 2 traz”.

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É importe, leitor, que você saiba de onde esse texto está partindo. Não li a obra literária que originou o filme, mas, assim como ocorreu com esta que vos escreve, com certeza você se sentira instigado a ler o livro depois de assistir aos filmes, em especial a parte 2, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 5. E por que você se sentirá assim? Porque “I”t não é um filme de terror. Bom, não simplesmente um filme de terror no sentido usual.

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Claro que você levará alguns sustos no decorrer das quase três horas do filme, mas ele está longe de ser uma obra sobre uma cidade amaldiçoada e um palhaço que, literalmente, come criancinhas. O longa é muito mais complexo e surpreendente. “It” aborda uma variedade de temas: abuso sexual, homofobia, bullying, relacionamentos abusivos, aceitação pessoal, medos, saúde mental, amizade, traumas, crescimento, tradições, lembranças, etc. Frente a eles, os elementos do gênero do terror são apenas um complemento da metáfora da obra.

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“It” não é um filme assustador sobre um palhaço bizarro. “It” é sobre memórias, lembranças, histórias, vivências. “It” é sobre como nossas experiências ao longo da vida, especialmente as experiências ruins, e como lidamos com elas acabam por nos moldar como pessoas. Não se pode fugir do passado e não se pode viver plenamente sem resolvê-la. “It – parte 2” é um dos melhores filmes de 2019(Lays Vieira)

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Lays Vieira, cientista política

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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