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Nº de pedidos de medidas protetivas aumenta 14,4% em São Carlos, SP

Saiu no site G1: 

Mulheres com mais acesso a informação favorecem esse aumento. Medida pode sair no mesmo dia em que é feito o pedido, diz delegada.

O número de pedidos de medidas protetivas para mulheres que sofrem violência doméstica cresceu 14,4% em São Carlos (SP) neste ano em relação a 2015, segundo a Vara Criminal da cidade. O acesso à informação favorece o aumento.

A operadora de caixa Jennifer Cardoso Lula conheceu de perto o problema da violência contra a mulher, muito comum no Brasil. Ela não foi a vítima, mas sentiu uma dor que vai ser difícil esquecer. “Minha mãe vinha sendo perseguida pelo meu pai depois do término do casamento. Meu pai com ameaças, até que um dia as ameaças saíram do papel e ele assassinou a minha mãe”, explicou.

Durante muito tempo pediu pra que a mãe denunciasse. “Eu falava para ela fazer um boletim de ocorrência, ir atrás para tentar inibir isso”, disse.

Medidas protetivas

Na tentativa de se proteger desse tipo de violência domestica, cada vez mais mulheres estão pedindo a medida protetiva. Em 2015, de janeiro a setembro, foram 361. No mesmo período deste ano, 413.

“São várias as medidas protetivas, mas a mais comum é manter distância da vítima, a proibição de contato por qualquer meio de comunicação e também a retirada do autor do lar”, explicou a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Carlos, Denise Gobbi Szakal.

Segundo a delegada, normalmente a medida protetiva pode sair no mesmo dia em que é feito o pedido. “É encaminhada geralmente no mesmo dia para o juiz e, às vezes, no mesmo dia, dependendo da urgência, ou no máximo no dia seguinte essa medida é concedida”, disse.

Acesso a informação

A advogada criminalista Fernanda Martins acredita que todo esse aumento acontece porque as mulheres estão mais informadas e com isso denunciam mais. “Eu credito esse aumento no número de denuncias ao acesso a informação, que é melhor hoje, as redes sociais que debatem o assunto, a mídia que traz o assunto em voga”, afirmou.

Mas ela ressalta que esse tipo de crime é silencioso. “Ocorrem normalmente dentro de casa, sem a presença de testemunhas. O nosso ordenamento prevê que a palavra da vítima tem que ter um peso. Felizmente, pelo menos aqui na cidade de São Carlos, os juízes têm entendido isso, chegando até a conceder medida protetiva para mulheres que não conseguiram localizar uma testemunha, mesmo porque elas não existem”, destacou.

Publicaçã0 Original: Nº de pedidos de medidas protetivas aumenta 14,4% em São Carlos, SP

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