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Mulheres nas Ciências é tema de Fórum da ONU

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Veja publicação original: Mulheres nas Ciências é tema de Fórum da ONU

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Promovido pelo Conselho Econômico e Social – Ecosoc da Organização das Nações Unidas (ONU), o 4º Fórum Anual sobre Ciência, Tecnologia e Inovação para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (STI Fórum) dedicou especial atenção às discussões de gênero, com lançamento de uma exposição sobre Mulheres nas Ciências. A Secretária de Proteção à Mulher da Bahia, Julieta Palmeira, participou dos debates e fez uma avaliação positiva do evento, realizado entre os dias 13 e 18 de maio, em Nova Iorque.

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O 4º STI Forum reafirmou a importância da Ciência, Tecnologia e Inovação no desenvolvimento das nações, apontando para o incentivo e a busca de oportunidades e participação das mulheres no setor. Em seu discurso, Julieta Palmeira destacou o impacto da desigualdade de gênero, da educação sexista e dos estereótipos de gênero no ambiente escolar na participação feminina na área de tecnologia e inovação. “Esses fatores têm afastado as meninas dessa área e tem repercussões no ensino superior, onde há um desequilíbrio de gênero nesses cursos. Somente 15% dos estudantes matriculados em cursos de Ciência da Computação e Engenharia são mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Computação (SBC)”, afirmou.

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O desequilíbrio é ainda maior em relação às mulheres negras. “Ao se efetivar a relação entre machismo, racismo estrutural e desigualdade social, as mulheres negras dificilmente conseguem alcançar esses cursos e quando alcançam têm muitas barreiras a superar”, afirmou a secretária do governo baiano. Julieta Palmeira defendeu uma educação igualitária e mais incentivo às mulheres. “As meninas precisam ter as mesmas chances para que possam se interessar por ciência, tecnologia, engenharia e matemática ou humanas se assim desejarem, não porque são orientadas involuntariamente a se distanciar da área da tecnologia”.

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Fonte: SPM-BA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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