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Manifesto “Não Tem Conversa” busca inclusão de mulheres em debates públicos

Saiu no site INSTITUTO GELEDÉS

 

Veja publicação original:  Manifesto “Não Tem Conversa” busca inclusão de mulheres em debates públicos

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Através de assinaturas, homens se comprometem a não participar de eventos com presença exclusivamente masculina

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Por Nadine Nascimento

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“Só com homens #NãoTemConversa!” é um manifesto que tem como proposta conseguir assinaturas de homens que se comprometam a não participar de debates ou palestras sem uma presença feminina na mesa. O objetivo é garantir a participação de mulheres em eventos com produção e compartilhamento de conhecimento.

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“A gente entende que o feminismo é uma luta protagonizada pela mulher, mas, ainda assim, percebemos que o homem pode ser um agente transformador importante, um aliado”, afirma Manoela Miklos, uma das idealizadoras do manifesto.

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Para Manoela, as discussões sem diversidade de pontos de vista tornam-se “pobres” e “pouco plurais”. Ela ainda acredita que “quando se convida apenas homens para falar sobre determinados assuntos, só homens se constituem enquanto lideranças no tema e, desse modo, nunca teremos uma mulher que seja referência, porque não é dado a ela a primeira chance de contribuir para o debate.”

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Assinaturas

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Em um trecho, o manifesto propõe que sempre que alguém estiver pensando em organizar um evento, pense em nomes de mulheres para falar sobre os temas. Esse exercício, segundo o documento, permitiria que “novos valores e perspectivas sejam colocados na mesa. […] E assim vamos, aos poucos, esquecendo da imagem dos debates 100% masculinos, e abrindo nossas mentes para outros gêneros, outras cores, outras infinitas possibilidades.”

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Um dos comprometidos com o #NãoTemConversa, o ativista Caio Tendolini, sempre procurou participar de debates sobre a diversidade de gênero, mas afirma que sempre sentiu uma dificuldade em realizar uma “ação propositiva para a causa” e, por isso, considera tão relevante a iniciativa. “[O manifesto] é uma forma concreta de nós homens agirmos para assegurar a diversidade de gêneros em eventos públicos no Brasil”, diz.

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Com algumas semanas, a comunidade do Não Tem Conversa no Facebook já possui quase 10 mil curtidas e o site mais de 1 mil assinaturas. Personalidades como Gregório Duvivier, Alexandre Padilha e Leoni também se comprometeram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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