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Naomi Wolf: Mulheres são criticadas toda vez que denunciam abusos

Saiu no site UNIVERSA

 

Veja publicação original:  Naomi Wolf: Mulheres são criticadas toda vez que denunciam abusos

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A escritora americana Naomi Wolf, especializada em estudos sobre o papel da mulher na sociedade, falou sobre as críticas das quais foi alvo quando denunciou um abuso em 2004 e de como, até hoje, mulheres são hostilizadas por fazerem o mesmo.

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“Toda vez que as vítimas dão um passo à frente [ao denunciarem abusos], dizem que isso é ruim para as mulheres. Mas mesmo que um predador [sexual] não seja preso ou perca o emprego, é importante falar”, disse Naomi em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”. “Não guardar um segredo é uma cura”, afirmou a autora do livro “O Mito da Beleza”, um clássico da teoria de gênero.

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A denúncia feita por Naomi foi contra um professor da renomada Universidade de Yale, Harold Bloom. “Enfrentei muitas críticas. Mas o mais importante para mim era dizer a verdade. Fico aliviada quando uma mulher faz o mesmo.”

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A autora falou, também, sobre seu novo livro, “Ultrajes: Sexo, Censura e Criminalização do Amor” (do inglês “Outrages: Sex, Censorship and the Criminalisation of Love”, sem data de lançamento no Brasil). No texto, ela analisa como uma lei inglesa do século 19, que tornou a homossexualidade crime, reverbera até hoje.

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“Não existe perseguição que não afete todos nós”, disse. “A história mostra que, uma vez que você deixa o Estado ter o poder de silenciamento, logo o seu discurso será [silenciado] também.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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