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Mulher é executada a tiros na frente do filho em Bauru, São Paulo

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

 

Veja publicação original:  Mulher é executada a tiros na frente do filho em Bauru, São Paulo

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O homicídio foi feito pelo ex-marido da vítima, que depois deu um tiro contra o próprio peito

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Uma mulher foi executada a tiros na frente do filho em uma avenida de Bauru, no interior paulista, no fim da tarde de domingo (30/12). A vendedora Fabiana Alves, de 37 anos, estava de carro quando foi bloqueada por outro veículo, arrastada para a calçada e baleada quatro vezes. O suspeito, dizem testemunhas, é o ex-marido da vítima, o cabeleireiro Danilo Rodrigo Alves.

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Fabiana estava no banco traseiro do automóvel, na Avenida Nuno de Assis, na região central da cidade. Seu filho, de 10 anos, presenciou o crime. A criança é de um relacionamento anterior da vendedora. Três parentes da vítima também testemunharam o assassinato. Ela e o cabeleireiro estiveram casados por mais de oito anos. De acordo com testemunhas, ele não aceitava o término do relacionamento.

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Na tarde de ontem, policiais se deslocaram até a casa de um parente de Alves e foram recebidos a tiros. Os PMs revidaram e o cabeleireiro, após ser atingido, deu um tiro no próprio peito antes de ser socorrido.

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Comoção

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Parentes da mulher e do ex-marido não se pronunciaram sobre o homicídio. Nas redes sociais, houve homenagens e várias pessoas demonstraram indignação. “Meu Deus, o que está acontecendo com esses homens?”, escreveu Maria Cristina Camilo.

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A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária de Bauru. Segundo o órgão, é o segundo feminicídio registrado na cidade em uma semana. Até a tarde de ontem, o suspeito não havia sido localizado pela Polícia Civil.

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Desde 2015, o Código Penal classifica como crime hediondo o feminicídio – o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero. A lei prevê agravamento da pena quando o crime for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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