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Vamos tratar meninas como princesas e meninos como príncipes, diz futura ministra

Saiu no site FOLHA DE S. PAULO

 

Veja publicação original:   Vamos tratar meninas como princesas e meninos como príncipes, diz futura ministra

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A pastora Damares Alves defendeu o que chamou de uma contrarrevolução cultural.

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Por Laís Alegretti

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BRASÍLIA

Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora Damares Alves defendeu nesta terça-feira (11) uma “contrarrevolução cultural” e disse que meninas devem ser tratadas como princesas e meninos, como príncipes.

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“No momento em que coloco a menina igual o menino na escola, o menino vai pensar: ela é igual, então pode levar porrada. Não, a menina é diferente do menino. Vamos tratar meninas como princesas e meninos como príncipes”, declarou.

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A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves
A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves – Walterson Rosa/Folhapress

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A futura ministra reconheceu que as mulheres sofrem abuso no Brasil “não só em templos religiosos, nas ruas, dentro de ônibus”, disse.

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Damares disse que é necessária uma contrarrevolução cultural para combater o abuso.

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“Nós vamos ter que cuidar da mulher na infância, na escola. O menininho de 3 anos vai aprender que a menininha merece ganhar flores. O menininho de 7 anos vai poder levar chocolate para a menina porque a menina é especial.”

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As declarações da ministra foram dadas após ela ter sido questionada sobre as denúncias de abuso sexual praticado pelo médium João de Deus. Damares respondeu que leu pouco sobre o caso e disse lamentar pelas vítimas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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