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Peça “Por Elas” aborda feminicídio com delicadeza e profundidade

Saiu no site EBC

 

Veja publicação original: Peça “Por Elas” aborda feminicídio com delicadeza e profundidade

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Espetáculo integra campanha pelo fim da violência contra as mulheres

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O relato de histórias reais e impactantes que envolvem dor e sofrimento sem cor ou classe social compõem o texto do espetáculo Por Elas. A produção teatral aborda o feminicídio (crime de ódio que se refere ao assassinato de mulheres em razão ao gênero), como tema principal. O texto propõe uma reflexão sobre os direitos humanos e a equidade de gênero, e busca cooperar para a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher na sociedade.

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Em entrevista ao Arte Clube, a diretora Sílvia Monte conta como surgiu o projeto da peça. “Esse projeto existiu após eu ter lido a tese de doutorado da doutora Adriana Ramos de Melo, que é Juíza de Direito Titular do Primeiro Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça no Estado do Rio. Eu fiquei muito impactada com o tema feminicídio e tive a ideia de escrever uma peça como uma forma de comunicar e sensibilizar, porque infelizmente este tema é muito cruel. É um fenômeno que está presente na sociedade brasileira de forma muito grave”, revela a diretora.

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Clique no player e ouça a entrevista completa com Sílvia Monte.

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A peça integra a agenda da campanha internacional “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”. As sete personagens femininas carregam histórias de outras tantas mulheres brasileiras e provocam a reflexão do que o homem representa para elas dentro desse universo perverso de amor e ódio, submissão e poder, das relações entre mulheres e homens dentro da sociedade.

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O Arte Clube vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 12h.

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Peça "Por Elas" faz denúncia contra o feminicídio

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SERVIÇO:
Peça “Por Elas”, direção e texto de Sílvia Monte em parceria com Ricardo Leite Lopes
Elenco: Adriana Seiffert, Elisa Pinheiro, Ana Flávia, Deborah Rocha, Gisela de Castro, Letícia Vianna, Renata Guida, Rosana Prazeres, João Lucas e Lucas Gouvêa
Local: Teatro de Arena da Caixa Cultural
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro
Ingressos: 30 reais (inteira)
Temporada: de 05 a 20 de Dezembro de 2018
Sessões: terça-feira a domingo, às 19h
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h.

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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