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Atriz que denunciou agressão do marido dorme uma hora por noite: ‘Vivo com medo’

Saiu no site NOTÍCIAS DA TV UOL

 

Veja publicação original:  Atriz que denunciou agressão do marido dorme uma hora por noite: ‘Vivo com medo’

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Por Fernanda Lopes

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Pouco mais de uma semana após a prisão do marido por agressões físicas e tentativa de feminicídio, Cristiane Machado, 35, ainda enfrenta as consequências físicas e emocionais decorrentes do trauma que viveu. A atriz, que está retomando a carreira e lança um filme nesta quinta-feira (6), diz que não consegue dormir por causa do medo.

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“Tenho muita angústia, muita tristeza. Temo pela minha vida e preciso ter coragem para lutar. Hoje vivo reclusa, coagida. Mesmo com ele preso, fico com medo do que vai acontecer se ele sair. Tenho procurado ajuda religiosa, da família, do público. Durmo uma, duas horas por noite. Mas sei que vou dando um passinho de cada vez. Espero que um dia isso seja uma página virada na minha vida”, afirma.

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No dia 18 de novembro, ela fez sua primeira denúncia de violência doméstica em rede nacional com um depoimento no Fantástico acompanhado de imagens de câmeras escondidas em sua casa. Eram cenas fortes de Cristiane sendo agredida pelo ex-diplomata e empresário Sergio Schiller Thompson-Flores. Ele está preso desde o dia 25, data em que a segunda entrevista da atriz foi ao ar.

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“Chegou um momento em que era: ou eu morria, ou eu morria. Preferi dividir a minha história com outras mulheres para que elas se inspirem e busquem uma vida melhor”, explica a atriz.

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“Foi Deus que me salvou daquela primeira tentativa de feminicido, não tenho dúvida. Ele falou: ‘Aquela menina tem que viver e contar sua história pra conseguir transformar um pouquinho aquele mundo’. Com certeza, pela resposta que tenho recebido nas ruas e nas redes sociais, eu tinha que dividir minha história. Isso tem sido um combustível para eu ter mais coragem”, complementa.

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Enquanto reergue sua vida, Cristiane lança nesta quinta-feira o filme Quando Chega a Hora de Esquecer, sua retomada da carreira. Ela interpreta Lívia, uma mulher cuja sogra sofre do mal de Alzheimer. Toda a família se envolve no drama.

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“É um filme muito denso, fala de uma doença difícil, mas acho que tem uma responsabilidade social muito grande. Esse filme mostra o amor, a fraternidade, a união e a força, que são essenciais pra que a família e o paciente possam passar por isso com um pouco mais de amenidade”, diz.

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O longa também será exibido na Alemanha, país com alto nível de investimentos em pesquisas sobre o Alzheimer. Além dele, Cristiane está no ar na reprise de A Terra Prometida, na Record, e deve aparecer em outro filme, dessa vez americano, em 2019.

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“Meu próximo projeto é um filme hollywoodiano, se chama Fear, do diretor Josh Taft. Eu faço uma brasileira, Maria, que é a chave de um crime. Foi um desafio muito grande, porque é uma indústria forte e também pelo idioma. Me deu frio na barriga”, confessa.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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