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Fundo da ONU elogia ações da Bahia para promover participação das mulheres na economia do semiárido

Saiu no site ONU BRASIL

 

Veja publicação original:  Fundo da ONU elogia ações da Bahia para promover participação das mulheres na economia do semiárido

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Representantes do governo da Bahia e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), um organismo das Nações Unidas, reuniram-se em novembro (30) para avaliar a execução do Pró-Semiárido, projeto que fomenta o crescimento sustentável em 32 municípios. Iniciativa foi elogiada por especialistas da ONU por promover, de forma pioneira, a participação das mulheres e jovens nas economias locais.

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Representantes do governo da Bahia e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), um organismo das Nações Unidas, reuniram-se em novembro (30) para avaliar a execução do Pró-Semiárido, projeto que fomenta o crescimento sustentável em 32 municípios. Iniciativa foi elogiada por especialistas da ONU por promover, de forma pioneira, a participação das mulheres e jovens nas economias locais.

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Um dos destaques do encontro foram as ações em prol da igualdade de gênero, como a Ciranda das Crianças, que assegura a participação das mulheres nas atividades do projeto. Outra estratégia voltada para as agricultoras familiares é a Caderneta Agroecológica, ferramenta que permite monitorar a produtividade das mulheres em seus quintais. Esse tipo de intervenção acontece pela primeira vez em programas do FIDA no Brasil.

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Gestores estaduais e representantes do fundo da ONU também discutiram o atual trabalho com a juventude, com a contratação de agentes comunitários. Esses mobilizadores são jovens contratados pelo Pró-Semiárido para engajar a população.

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Na avaliação do FIDA e do governo baiano, o programa avançou ainda na promoção do acesso à água, com a construção do Fusegate. Instalado na barragem de Ponto Novo, esse sistema de armazenamento melhorou o abastecimento da população local e as práticas de irrigação.

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Durante a reunião, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) também lembrou a preparação de acordos de cooperação técnica com consórcios de prefeituras. Na avaliação da pasta, isso representa um ganho em termos de envolvimento dos serviços públicos municipais com o Pró-Semiárido.

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“Queremos ver autonomia e sustentabilidade no campo. Para isso, o investimento em segurança hídrica, produção, beneficiamento e comercialização dos produtos da agricultura familiar é a nossa prioridade”, afirmou no encontro o secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

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“O Pró-Semiárido é ambicioso e vai superar os seus objetivos”, acrescentou o diretor do FIDA no Brasil, Claus Reiner.

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O diálogo entre a agência da ONU e as autoridades aconteceu após uma missão do FIDA a dez municípios cobertos pelo projeto. Especialistas das áreas de meio ambiente e mudanças climáticas, gênero, juventude, raça e etnia, gestão financeira e compras visitaram as iniciativas do Pró-Semiárido em 36 comunidades de Casa Nova, Capim Grosso, Caem, Campo Formoso, Juazeiro, Itiúba, Ponto Novo, Remanso, Senhor do Bonfim e Uauá.

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A viagem da delegação teve por objetivo analisar o progresso do Pró-Semiárido até o momento. As observações dos participantes da missão embasaram um documento de revisão da iniciativa, com indicações de ajustes necessários. O termo foi assinado na reunião pelo FIDA e pela Secretaria de Desenvolvimento Rural.

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O Pró-Semiárido está presente nos municípios com os mais baixos índices de pobreza do semiárido baiano. O programa é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, empresa pública vinculada à SDR.

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Governo baiano firma parceria para valorizar uso sustentável da biodiversidade

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Também na semana passada (29), a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional firmou um convênio com o movimento Slow Food, a fim de valorizar a cultura alimentar da Bahia, promover o uso sustentável da biodiversidade local e ampliar o acesso de produtores a mercados.

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Ao longo do primeiro ano da parceria, serão identificadas comunidades e novos produtos, que a Slow Food planeja apresentar para renomados chefs de cozinha. O objetivo é fortalecer as cadeias da agricultura familiar. No segundo ano, a cooperação vai criar materiais audiovisuais e editorais sobre a região beneficiada.

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“As cooperativas que produzem alimentos gerados pela produção de agricultores e agricultoras familiares estão em diferentes estágios, mas todas possuem a garantia da qualidade dos produtos, gerados a partir de uma perspectiva agroecológica, sem a utilização de venenos. E essa é uma boa agenda para celebramos nesse próximo período e que vai ajudar muita gente”, ressaltou Jerônimo Rodrigues.

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Georges Junior, presidente da associação Slow Food do Brasil, afirmou que a Bahia é um grande celeiro de ideias para aproximar o produtor do mercado consumidor. “Essas cadeias curtas, que são objetos do nosso fomento, alimentam o mundo de forma sustentável. Precisamos mostrar isso para o mundo. O Slow Food age localmente e projeta mundialmente”, explicou.

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O oficial do FIDA, Hardi Vieira, disse que o organismo da ONU “já tem desenvolvido um trabalho próximo e colaborativo com o Slow Food”. “É uma importante parceria para nós”, completou o especialista.

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O Slow Food promove produtos artesanais de qualidade, cultivados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. O movimento opõe-se à tendência de padronização do alimento no mundo e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados. A iniciativa tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e apoiadores em 150 países.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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