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Violência também atinge as mulheres idosas

Saiu no site EXPRESSO – PORTUGAL

 

Veja publicação original: Violência também atinge as mulheres idosas

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As últimas estatísticas sobre feminicídio e casos de violência revelam que as mulheres estão entre os grupos vulneráveis no País.

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Dentro dessa parcela da população, as idosas sofrem duplamente – tanto pela condição etária quanto pela de gênero –, sendo expostas a maus-tratos, agressões, abusos, preconceitos, negligências e diversos outros tipos de violação dos direitos humanos.

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Apenas o serviço do Disque 100 registrou 34.928 violações cometidas contra idosos no País durante os seis primeiros meses deste ano.

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Os casos foram relatados por meio de 16.670 denúncias, que mostram que a maior parte das quase 19 mil vítimas nessa faixa etária eram mulheres (63,25%).

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Os crimes relatados são variados, mas os mais recorrentes são negligência (77,61%), violência psicológica (55,36%), abuso financeiro e econômico/violência patrimonial (40,54%) e violência física (26,24%).

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É importante salientar que os números ultrapassam os 100% porque, em alguns casos, uma mesma denúncia engloba mais de uma violação.

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Além dos casos registrados pelo Disque 100, há também as denúncias feitas por meio da Central de Atendimento à Mulher.

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No primeiro semestre de 2018, foram mais de 38 mil registros de denúncias, além de cerca de 34 mil relatos de violência contra mulheres recebidas por meio do Ligue 180.

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Deste total, 5.206 casos envolveram vítimas com idade igual ou superior a 60 anos, sendo que em quase metade dos casos (2.498) a vítima tinha 70 anos ou mais.

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Vale ressaltar que, na maior parte das ligações, a idade não foi informada, o que faz com que o número real de mulheres idosas vítimas de violência possa ser ainda mais elevado.

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Abuso e violência

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o abuso contra idosos é configurado quando há mal afligindo a pessoa com idade superior a 60 anos, por meio de ato isolado ou repetido, que pode incluir violência física e sexual; exploração emocional ou financeira; negligência e abandono.

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Já segundo o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de 2003), considera-se violência contra o idoso “qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico”.

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Meios de denúncia

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Denunciar esses episódios de abuso e violência, portanto, é fundamental. No Brasil, um dos principais canais de atendimento para o combate à violência contra a mulher idosa é o serviço gratuito da Central de Atendimento à Mulher.

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Legislação

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Medidas têm sido implementadas para proteger a população a partir dos 60 anos. Vale destacar o Estatuto do Idoso; a Lei n° 13.228, de 2015, que aumenta a pena para o caso de estelionato cometido contra idoso; e a Lei n° 12.461, de 2011, que estabelece a notificação compulsória dos atos de violência praticados contra o idoso atendido em serviço de saúde.

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Além do número 180, o serviço também está disponível pelo aplicativo Proteja Brasil e pela Ouvidoria Online.

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Outro importante meio de denunciar estes casos é o Disque 100, considerado uma espécie de “pronto-socorro” dos direitos humanos.

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A central de atendimento recebe, analisa e encaminha denúncias de violações relacionadas a grupos vulneráveis como pessoas idosas, deficientes, população LGBT, crianças e adolescentes, entre outros.

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Em algumas cidades do Brasil, há, ainda, as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, que também podem receber denúncias de violência contra mulheres idosas.

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Com informações da Câmara dos Deputados, da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério dos Direitos Humanos e da ONU.

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Fonte: Governo do Brasil, com informações da Câmara dos Deputados, da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério dos Direitos Humanos e da ONU

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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