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Estupro virtual cresce e polícia alerta para casos

Saiu no site IG

 

Veja publicação original: Estupro virtual cresce e polícia alerta para casos

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Crime ocorre quando um agressor obriga alguém a praticar ato libidinoso consigo mesmo por ameaça

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Por Bruna Fantti

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Operação descobriu que os suspeitos usam a Internet para conhecer mulheres e após as vítimas enviarem vídeos íntimos para os agressores, elas começavam a ser ameaçadas

Operação descobriu que os suspeitos usam a Internet para conhecer mulheres e após as vítimas enviarem vídeos íntimos para os agressores, elas começavam a ser ameaçadas – Reprodução

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Rio – Pela primeira vez, a Polícia Civil do Rio fez uma operação para prender criminosos que surgiram com a mesma velocidade com que a internet se popularizou: eles praticam o chamado estupro virtual. Foram presos nesta terça-feira três de nove suspeitos pelo crime. Apesar de não estar previsto no Código Penal, a modalidade é enquadrada com base no artigo 213, sobre estupro e prevê pena para quem obriga alguém a praticar qualquer tipo de ação de cunho sexual contra a sua vontade, sob ameaça ou uso da violência.

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De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, o estupro virtual ocorre quando um criminoso obriga outra pessoa a praticar consigo mesmo o ato libidinoso. Há ainda casos em que mulheres obrigam outras mulheres a introduzir objetos em suas partes íntimas ou a ter relações sexuais com outros. Tudo tem que ser filmado e enviado ao criminoso. Uma mulher foi obrigada a manter relações com o porteiro e mandar as imagens.

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“O estupro virtual é diferente da pornografia de vingança. Na vingança, o agressor vaza imagens íntimas da vítima com quem tinha relacionamento ou porque queria dinheiro, ou um ato sexual com ela’. Na violência virtual, o criminoso manda a vítima gravar cenas que ele ordena. “O autor, para satisfação da lascívia dele, faz com que a vítima tenha esse comportamento, pois possui fotos íntimas dela e ameaça divulgar”, explicou.

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Segundo a delegada, o crime não é novo, mas tem resistência das vítimas em procurar ajuda. “Estou afastada da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Informática, onde trabalhei dois anos, desde 2017. Na época, isso era frequente. Com a mudança na lei, que tipificou o estupro de vingança, conseguimos deixar a vítima protegida legalmente, inclusive nos casos de estupro virtual ou coletivo”.

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Ainda segundo Fernanda, quem repassa ou armazena vídeos íntimos de uma pessoa, sem o consentimento dela, vai responder por estupro. Para se prevenir, a delegada afirma que só há uma saída: “Não pode enviar nudes ou cenas íntimas nem para parceiro de confiança”. Na maioria dos casos investigados, os homens são os praticantes do crime. Muitos conhecem a vítima, mas há casos em que hackers invadem computadores ou celular e conseguem as fotos para fazer extorsões ou a violência sexual virtual. Entre os presos de ontem, estava um homem que dopava a noiva e praticava, com ela inconsciente, atos sexuais. Depois, passou a realizar chantagem com as imagens com o intuito de ela não terminar o relacionamento. A polícia investiga se ele violentava a enteada também, de 6 anos.

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A ação da Civil ocorreu nos municípios de Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nos bairros do Méier e de Campo Grande, no Rio, e em São Gonçalo e Nova Friburgo.

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Baixada lidera em registros

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A ação foi desencadeada por conta dos 16 dias de ativismo contra a violência doméstica, que irá até o dia 10. No período, as Deams receberão reforços e intensificarão as ações de combate a crimes contra mulheres.

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Sexta-feira haverá palestra na Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano para estimular vítimas a procurar as Deams e conscientizar que é possível resolver crimes cibernéticos contra a mulher. “Monitoramos e conseguimos em menos de um mês os mandados de prisão da operação de hoje (ontem)”. Em dez anos, os crimes de estupro aumentaram 42% no Rio, nos dez primeiros meses do ano. A Baixada lidera o número de registros.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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