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Agora é lei: Maria da Penha será ensinada nas escolas municipais de Campo Grande

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Veja publicação original:  Agora é lei: Maria da Penha será ensinada nas escolas municipais de Campo Grande

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Objetivo é impulsionar a reflexão crítica

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O prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) sancionou nesta quarta-feira (21) o ensino da Lei Maria da Penha nas escolas municipais, tornando o ensino das noções sobre a lei obrigatório.

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Pelo Projeto de Lei 8.881/18, ficará a cargo da Secretaria de Educação colocar a matéria em prática, com a possibilidade de participação de entidades governamentais e não governamentais ligadas ao tema da luta pelos direitos das mulheres e contra a violência contra a mulher.

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O tema tem como objetivo “impulsionar a reflexão crítica, entre estudantes, professores e comunidade escolar, sobre a violência contra a mulher”, conforme o vereador Valdir Gomes (PP), autor da proposição.

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“O número de crimes cometidos contra a mulher, no âmbito familiar, cresce vertiginosamente, seja ameaças, lesão corporal ou mesmo o feminicídio, que vem atingindo índices alarmantes”, justifica o parlamentar. “Nada melhor do que educar a criança, que a médio e longo prazo será multiplicadora do conhecimento das consequências criminais que podem levar a violência doméstica”.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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