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Fim da desigualdade salarial de gênero poderia elevar PIB em 3,3%, diz pesquisa

Saiu no site BRASIL ECONÔMICO:

 

Veja publicação original: Fim da desigualdade salarial de gênero poderia elevar PIB em 3,3%, diz pesquisa

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Segundo o estudo do Banco Mundial, no Brasil, há discriminação com base no gênero ou no estado civil no acesso ao crédito, o que desfavorece, principalmente, as iniciativas de empreendedorismo feminino no país

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Um estudo divulgado pelo Banco Mundial na última segunda-feira (14) revela que, se houvesse redução da desigualdade salarial entre homens e mulheres , o Produto Interno Bruto (PIB) poderia crescer em 3,3%, o que equivale a R$ 382 bilhões.

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A conclusão é da pesquisa Mulheres, Empresas e o Direito 2018: Igualdade de Gênero e inclusão econômica , que analisou o impacto da legislação na inclusão econômica das mulheres a fim de estimular reformas legislativas e políticas públicas, como a diminuição da desigualdade salarial , voltadas à promoção de igualdade de gênero .

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Entre os mais de 16 países analisados estava o Brasil que, segundo a pesquisa, avançou na questão de gênero nos últimos 10 anos, mas que ainda tem leis que impedem a plena participação econômica das mulheres.

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O relatório do Banco Mundial analisou sete aspectos: acesso às instituições, uso de propriedade, acesso ao emprego, incentivo ao trabalho, acesso aos tribunais, acesso ao crédito e proteção da mulher contra a violência.

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Caso brasileiro

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Entre os pontos destacados como “fortes” no Brasil está a não limitação à capacidade jurídica das mulheres, ou à liberdade de movimento, ou de direitos iguais à propriedade e herança que possam afetar sua inclusão econômica.

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Por outro lado, o Brasil ainda peca em não prever licença parental, igualdade de remuneração para o trabalho masculino, trabalho dos pais em regime flexível, discriminação com base no gênero ou no estado civil no acesso ao crédito. Esse último ponto, de acordo com o relatório, desfavorece principalmente o empreendedorismo feminino.

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Desigualdade de gênero e racial

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De acordo com a especialista em gênero do Banco Mundial, Paula Tavares, a questão da desigualdade salarial é ainda mais problemática quando é analisada sob o ponto de vista racial, caso em que a mulher se torna ainda mais vulnerável socialmente.

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“Em todos os países do mundo, e principalmente no Brasil, a questão da raça ainda é um elemento que torna a mulher mais vulnerável. No Brasil, por exemplo, a renda média da mulher [independente da cor da pele] é equivalente a cerca de 75% da renda do homem para cargos equivalentes. Mas, no caso específico da mulher negra, essa diferença aumenta e chega a 50% do salário dos homens”, analisa.

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Tavares ainda lembrou que apenas 8% das mulheres ocupam cargos de liderança nas empresas do País e que uma das medidas que ajudaria a combater não só essa questão da participação, mas também da diminuição da desigualdade salarial seria a adoção da política de cotas. “No Canadá, por exemplo, há cinco anos foi adotada essa medida e, em mais ou menos quatro anos, o país conseguiu aumentar a participação de 18% para 25%”, aponta.

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*Com informações da Agência Brasil

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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