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Exposição ‘Maternidade Real’ traz histórias inspiradoras de mulheres do Benguí

Saiu no site G1:

 

Veja publicação original: Exposição ‘Maternidade Real’ traz histórias inspiradoras de mulheres do Benguí

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Exposição de fotografias homenageia mães da periferia que desenvolvem projetos sociais voltados à saúde, proteção e geração de renda

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“Ser mãe, sustentar sozinha a família e morar na periferia é um desafio. O maior deles é não perder nossos filhos pra esse mundo de crime”, diz Kátia Miranda. Ela é uma das moradoras do bairro do Benguí, periferia de Belém, que conectaram suas trajetórias por meio da maternidade. Juntas, formaram uma rede de apoio que transforma vidas e empodera moradoras há mais de trinta anos. Todas essas histórias inspiradoras estão retratadas na exposição “Maternidade Real”, que segue em cartaz até o final do mês, em Belém.

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A mostra celebra as mães do Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB), projeto social do Benguí, captadas pelo fotógrafo Rogério Silva. O Grupo nasceu do desejo urgente de Domingas Martins, 65 anos, de tornar toda sua tragédia particular em uma potente força de atuação social direcionada às mulheres.

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“O Grupo vem da minha história de vida. Sofri violência desde os oito anos de idade, violência doméstica, sexual, todo tipo de violência que você possa imaginar. Mantive na minha cabeça que eu não queria que nenhuma outra mulher passasse pelo o que eu passei”, relata a presidente do projeto.

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Essa jornada começou na década de 1980, quando Domingas, fugindo de um casamento abusivo, foi morar no bairro. Lá, ela conheceu outras mulheres e iniciou tímidas organizações de eventos na vizinhança durante o Natal. Com essa proximidade, elas perceberam que podiam atuar para fazer a diferença nas vidas umas das outras. Em 1986, surgia o GMB.

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O GMB é voltado a saúde da mulher, ao combate à violência de gênero e à geração de renda às mães. Uma das ações desenvolvidas pelas mulheres é o Grupo de Produção Amazônica (GPA), onde elas ofertam diversos cursos profissionalizantes e produzem biojóias feitas de caroço do açaí, confeccionam bolsas, camisetas e bonecas.

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A rede de mulheres transforma histórias de muitas mães na comunidade e enche de esperança e orgulho quem faz parte dessa trajetória. “Eu olho para trás e eu não tenho tristeza. Houve momentos que eu estive no fundo do poço e eu consegui sair. Eu digo a elas: eu não estou falando aqui do que eu li ou vi, mas do que eu vivi. E todas essas conquistas do grupo mostram que a gente consegue, que somos capazes, desde que estejamos juntas. Juntas, somos muito fortes e grandes”, comemora Domingas.

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Serviço

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Exposição “Maternidade Real”, em cartaz até final do mês no Parque Shopping, de 10h às 22h. Entrada Franca.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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