HOME

Home

30/11/2015 – Campanha “Eles por Elas” em Campinas

Desafios dos municípios no período de recessão é tema do Conselho da RMC

As crises econômica e política em âmbito nacional foram o principal foco da 167ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), organizada pela Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), na manhã desta segunda-feira, 30 de novembro, em Campinas

O presidente do Conselho e prefeito de Campinas, Jonas Donizette, e a diretora-executiva da Agemcamp, Ester Viana, abriram o encontro, que contou com a presença do vice-prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, da primeira-dama Sandra Ciocci, de prefeitos e primeiras-damas da região, secretários e representantes de secretarias de Estado.

Os municípios têm compromisso com a população e por isso precisamos cobrar as outras esferas, para que cada um faça sua parte, repasse tributos, enxugue despesas, nos deem horizonte de crescimento. Vamos mostrar os dados e solicitar mudanças de rumos”, disse Jonas Donizette.

O secretário de Finanças de Campinas, Hamilton Bernardes, apresentou um panorama da economia brasileira, mostrando as dificuldades e os desafios que os governos municipais precisam enfrentar para dar conta das despesas neste período de queda da arrecadação e de repasses das outras esferas de governo.

Entre outros dados, Bernardes mostrou que, de janeiro a setembro de 2014, a RMC arrecadou R$ 1,442 bilhão; em 2015, no mesmo período, a arrecadação foi de R$ 1,207 bilhão, uma queda de quase R$ 240 milhões. Também constou do levantamento o dado de que o Brasil está com inflação de 10%, enquanto o desemprego está com uma taxa de 8,5%.

A expectativa é de que a recessão continue em 2016, e de forma mais negativa. Dados do próprio governo federal, divulgados no dia 23 de novembro, apontam um déficit de mais de R$ 50 bilhões no orçamento, o que deve agravar ainda mais a situação”, disse o secretário de Finanças, Hamilton Bernardes.

Segundo Bernardes, entre os problemas apontados pelos prefeitos estão queda ou atraso nos repasses federais e estaduais e na liberação de emendas para programas e projetos essenciais para as cidades.

Os prefeitos falaram sobre os problemas de cada cidade e sugeriram ações. O presidente do Conselho, Jonas Donizette, propôs preparar e enviar documentos com o teor dessas apresentações à Câmara dos Deputados, aos presidentes de Câmara e aos governantes das esferas estadual e federal, a fim de propor medidas e cobrar ações para enfrentar a crise.

Campanha “Eles por Elas”

A promotora de Justiça, Gabriela Mansur, apresentou o movimento “Eles por Elas – 16 Dias de Ativismo – Campanha do Laço Branco” e pediu, por meio da Câmara Temática de Políticas Públicas para as Mulheres da RMC, a adesão dos prefeitos. O movimento foi desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de institucionalizar a causa e desenvolver políticas públicas pela erradicação da desigualdade de gênero e fim da violência contra a mulher.

A cada 12 segundos, uma mulher é agredida no Brasil. Somos o 5º país em violência contra a mulher. Resolvemos mudar de estratégia, e falar com os homens. Os responsáveis pela elaboração e aplicação de leis, na maioria, são homens”, disse Gabriela.

Campinas e os municípios presentes ao encontro assinaram a adesão ao movimento. Jonas lembrou as iniciativas já desenvolvidas na cidade para o combate à violência contra a mulher e o esclarecimento de homens e mulheres, e comprometeu-se a intensificar as ações.

35da87981525d3b1df4b70c450ded068

IMG_0074

 

Fonte da matéria original : www.campinas.sp.gov.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME