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Fórum de 27/11/2015 – Enfrentamento à Violência Contra a Mulher – Presidente Prudente

Fórum de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher: debate e avaliações de Prudente

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

Fórum de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher debate e avalia ações de Prudente

O Centro Universitário ‘Antonio Eufrásio de Toledo’ de Presidente Prudente sediou, nesta sexta-feira (27/11), a 7ª edição do Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

De acordo com a coordenadora do Creas Mulher (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Simone Duran, o fórum, que foi realizado durante toda manhã, foi um momento especial para discussão da violência contra a mulher.

“Os índices dessa violência só aumentam e isso precisa parar. E só vai parar com mobilização, organização e ação, e é isso que fizemos, discutimos o que existe no município, avaliamos os resultados e o que precisa ser feito para conter essa onda de violência que vem aumentando cada vez mais no Brasil. Saiu o mapa da violência e o Brasil ocupa a 5ª posição como o país mais violento contra a mulher. A proposta é nos organizarmos para enfrentar esse tipo de violação de direitos”, destaca.

Questionada sobre quais serviços há em Prudente, Simone informa existe a Rede Mulher, que é uma organização de vários serviços como o Creas da Prefeitura, Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacia da Mulher e polícias Civil e Militar. “Nos organizamos e nos encontramos constantemente, discutimos os casos e a organização das ações e vimos evoluindo”, ressalta.

Simone diz ainda que o Creas é o órgão responsável por atender as mulheres na superação da violência. “Conseguimos resultados interessantes. Além disso, observamos é que a mulher, se não tiver apoio profissional não consegue romper a violência. Portanto, o serviço tem que aumentar, nos bairros, nas periferias, enfim, todo mundo tem que falar sobre o que está acontecendo para que possamos saber e ter uma intervenção”, expõe.

Com o tema ‘Gênero e Paternidade: Elos de Prevenção à Violência contra a Mulher’, o evento contou com a participação dos conferencistas Sérgio Flávio Barbosa, filósofo, e Maria Gabriela Prado Manssur, promotora pública. Além desses, contou com participação do Núcleo de Atenção ao Homem, que atende aqueles que cometem a violência, e depoimento das funcionárias que trabalham com as mulheres no Creas.

Realizado pela Prefeitura, por meio da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) e Creas – através do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Mulher com apoio da Rede Mulher –, o evento reuniu mais de 100 pessoas no Anfiteatro ‘Dr. José Cupertino D’Arce’.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação

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Fonte Original da matéria: www.presidenteprudente.sp.gov.br

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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