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Site MPSP (04/12/15): Evento esportivo pelo enfrentamento à violência contra a mulher reúne mais de 500 pessoas.
Campeão mundial de skate participa das atividades em Cidade Tiradentes, na capital

Mais de 500 pessoas participaram do evento esportivo pelo enfrentamento à violência contra as mulheres, realizado no último sábado (28/11), no Parque do Rodeio, em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. O evento faz parte da campanha pelos “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, que tem a adesão do Ministério Público do Estado de São Paulo. No Brasil, esta campanha tem início em 20 de novembro para denunciar a opressão de gênero, raça e classe social que as mulheres negras sofrem.

O evento ainda teve dois momentos complementares: o primeiro, “Movimento Pela Mulher em Cidade Tiradentes”, mobilizou a população local, que caminhou e correu cinco quilômetros pelos arredores do parque. O segundo, marcado pela expressiva participação de jovens, trouxe o hexacampeão mundial de skate vertical Sandro Dias e mais cinco atletas brasileiros de renome internacional em prol da campanha “Eles por Elas”, promovida pela ONU Mulheres.

Essas atividades contribuíram para sensibilizar e mobilizar a população local acerca da relevância da prática esportiva para o enfrentamento da violência contra as mulheres.

 

A atividade, idealizada pelas Promotoras de Justiça Fabíola Sucasas Negrão Covas do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID), Núcleo Leste II e Maria Gabriela Prado Manssur, do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica de Taboão da Serra, foi organizada em parceria com a Subprefeitura de Cidade Tiradentes, Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – por meio da Coordenadoria Regional Leste (CRSL) e Supervisão de Cidade Tiradentes -, Casa Anastácia (Centro de Defesa e Convivência da Mulher – serviço de caráter público gerenciado pela entidade Avib em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social), a diretoria da Mulher da Associação Paulista do Ministério Público do Estado de São Paulo (APMP), Projeto Vida Corrida, Centro de Integração e Cidadania (CIC) Leste e a Organização Social da Microrregião Cidade Tiradentes/Guaianases de Atenção Básica à Saúde Santa Marcelina.

O “Movimento Pela Mulher”, criado pela Promotora Maria Gabriela Manssur é um projeto de caráter preventivo e restaurador que visa empoderamento, igualdade e justiça para todas as mulheres, além do incentivo à qualidade de vida e prática de esportes.

O evento também contou com o apoio das Promotoras de Justiça, Silvia Chakian de Toledo Santos, Coordenadora do GEVID, e Celeste Leite dos Santos, e do Promotor de Justiça de Bauru, Enilson Komono, que desenvolve projetos sociais voltados a jovens, tendo como mote a prática do skate.

Também estiveram presentes na atividade a Secretária de Políticas Para as Mulheres, Denise Dau; a Secretária Adjunta Municipal de Saúde, Célia Bortoleto; o Deputado Estadual, Zico Prado; o Subprefeito Miguel Reis, e Fabiana Pitanga, Coordenadora da Casa Anastácia.

 

16 Dias de Ativismo

A “Campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” surgiu em 1991 e, atualmente, ocorre em 159 países, entre os dias 25 de novembro a 10 de dezembro, com o objetivo de debater e denunciar as múltiplas e complexas formas de violência que assolam a vida das mulheres no mundo.

As datas históricas que integram a Campanha são: 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra; 25 de novembro – Dia Internacional de Não Violência contra as Mulheres; 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à AIDS; 6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (Campanha Laço Branco); e 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fonte original da matéria: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/noticias/noticia?id_noticia=14318651&id_grupo=118

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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