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Palestra para as Bolivianas


Nesse sábado, 5 de dezembro de 2015, estive no Consulado da Bolívia a convite das juízas do Tribunal de Justiça, Claudia Lima  e Maria Domitila Prado Manssur Domingos,  que apresentaram o Projeto Carta de Mulheres ao Cônsul da Bolívia.

O objetivo foi um bate papo com as imigrantes bolivianas sobre violência contra a mulher. Falei sobre Lei Maria da Penha, Direitos da Mulher, Territorialidade da Lei Penal, Ciclo da Violência. A Juíza Claudia falou sobre o acesso à Justiça e os serviços à disposição das vítimas e a Juíza Maria Domitila sobre Empoderamento da Mulher.

A falta de informações sobre direitos e o funcionamento da Justiça brasileira ainda é um dos maiores problemas enfrentados pelos/pelas imigrantes bolivianos que vivem no Brasil, que chagam a aproximadamente 300 mil pessoas.

De acordo com uma  pesquisa realizada em 2013, em doze países latino-americanos,  cujo relatório foi publicado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), as bolivianas são as mulheres que mais sofrem maus tratos e a  violência física é acompanhada de abusos verbais, na imensa maioria dos casos (61% entre as mulheres colombianas agredidas).

Distribuímos, na ocasião, a Cartilha Mulher Vire a Página, do Ministério Público do Estado de São Paulo, em espanhol, para informar ainda mais as mulheres bolivianas sobre seus direitos.

Para acessar a cartilha, clique aqui.

Foi muito gratificante falar com as estrangeiras sobre as leis brasileiras e como elas podem ajudar numa situação de violência vivida no Brasil, ainda que agressor e vítima sejam de outro país. Se você está no Brasil, a lei que se aplica é a lei brasileira.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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