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Adriana Setti para o site Viagem e Turismo/Abril (19/11/15): Você já foi a um TEDx? Então vá.

Nos tempos turbulentos e hostis que vivemos atualmente, é fundamental que iniciativas do bem sejam debatidas, para que inspirem e motivem. Espalhar ideias que merecem ser divulgadas é o objetivo do TED.

 

Colinha para quem ainda não conhece: “O TED surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia e já teve entre seus palestrantes Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. Cerca de 500 das palestras estão disponíveis no site do evento e já foram acessadas por mais de 50 milhões de pessoas de 150 países. A cada ano a organização elege um pensador de destaque e repassa a ele 100 mil dólares para ele que possa realizar “Um Desejo que Vai Mudar o Mundo”.

Precisamos disso desesperadamente.

Na última segunda feira, estive no TEDxSãoPaulo. O TEDx é um braço do TED organizado de maneira local e independente, sob os mesmos critérios e seguindo a mesma filosofia do TED “pai”. Há centenas de TEDx rolando simultaneamente no mundo todo, sobre os mais variados temas. Clique aqui para ver a programação. O próximo, em São Paulo, acontece no dia 26 de novembro, no MASP, com o tema “Ideias Empreendedoras”. As entradas custam entre R$ 75 (meia entrada) e R$ 350. Um dinheiro bem gasto.

 

Você pode assistir a todas as conferências TEDx pela internet. A essência, afinal de contas, é espalhar ideias que valem a pena. Mas a energia que rola nesses eventos é algo que nem a fibra ótica é capaz de transmitir. Acabo de chegar ao Brasil após dois anos de ausência. Passar o dia na espetacular Sala São Paulo ao lado de duas mil pessoas dispostas a ouvir o que pessoas inspiradoras e bem sucedidas tinham a dizer foi extremamente enriquecedor. Para mim, funcionou como uma vacina contra a maré de negativismo que vivemos neste momento no Brasil (e no mundo).

 

Veio a calhar, após um dos finais de semanas mais negros dos últimos tempos, que um dos palestrantes fosse Talal Al-Tanawi, engenheiro mecânico sírio que chegou ao Brasil como refugiado, em 2013, e montou uma cozinha e uma loja de comida árabe no bairro do Brás. Num português ainda bem precário (é um ato de bravura falar em público em um idioma que não se domina 100%), ele falou sobre a verdadeira proposta pacífica do islã e sobre como foi acolhido em nosso país. Também foi extremamente oportuno que, num momento em que o feminismo e os direitos da mulher estão pulsando nas ruas, a programação tivesse gente como Gabi Manssur, promotora de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Contra a Mulher. Poderosa, carismática e F***, ela foi ovacionada pelo público.

 

O tema era “Conexões”. Mas as palabras mais ouvidas foram compaixão, amor, respeito pela diferença. Todos os paletrantes investiram em narrativas positivas e construtivas. Além de tudo, ao invés de um minutos de silêncio em nome das vítimas de Paris, a tarde começou com um minuto de abraços. Como diria o impagável Wellington Nogueira (criador do Doutores da Alegria), um dos mestres de cerimônia: “Se toda segunda-feira fosse assim a gente mudava o mundo em dois meses!”. Inspira. Expira.

Fonte original da matéria:

http://viajeaqui.abril.com.br/vt/blogs/achados/2015/11/19/voce-ja-foi-a-um-tedx-entao-va/?utm_source=redesabril_viagem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_viagemeturismo

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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