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Combate ao machismo velado é tema da nova campanha da Skol

Saiu no site REVISTA CLAUDIA: 

 

Veja publicação original:   Combate ao machismo velado é tema da nova campanha da Skol

 

“Todas as formas de preconceito geram afastamento, a proposta é que as pessoas se juntem”, diz diretora de marketing da marca Maria Fernanda Albuquerque

Por Maria Beatriz Melero

 

Com a proposta de trazer ao debate público o machismo velado da sociedade, a Skol lança comerciais que trazem comentários recheados de preconceitos que devem ser abolidos das rodas de conversa. Com o slogan “Tá redondo, tá junto”, a nova campanha de verão faz referência à antiga “Desce redondo”, lançada há vinte anos. Dessa vez, são os comentários que são quadrados – os preconceituosos – ou redondos – os ‘libertadores’ –, e não as cervejas.

 

Afinal, quem nunca escutou discursos do tipo “mulher tem que se dar ao respeito”, “essa mulher não é para casar” e até mesmo “ela está vestida igual uma vadia”? A primeira frase, infelizmente, já foi ouvida ou falada por 98% dos brasileiros, a segunda por 87% e a terceira por 83%. É o que revelou a pesquisa Skol Diálogos, realizada pela marca de cerveja em parceria com o Ibope.

 

Em março deste ano, no Dia Internacional da Mulher, a marca lançou a sua primeira campanha com pegada feminista, a Reposter. Assumindo o papel que Skol teve no reforço de esteriótipos machistas em nossa sociedade ao longo dos últimos anos, a marca convidou seis ilustradoras para refazer pôsteres antigos  de suas campanhas em que as mulheres apareciam objetificadas. “Redondo é sair do seu passado”, foi o slogan da época.

 

 

A nova campanha da Skol volta com uma pegada parecida e propõem uma discussão em relação a comentários machistas que são recorrentes nos discursos cotidianos da maior parte das pessoas.

 

 

Dois comerciais já estão sendo veiculados nacionalmente na televisão e também nas redes sociais da marca, Sai e Mãe – o primeiro estreou no dia 25 do mês passadoNeles, amigos e amigas não aprovam a conduta das colegas por escolherem roupas curtas e companheiros mais novos para se relacionarem afetivamente.

 

Outro preconceito trabalhado já pela marca é a divisão de tarefas entre o casal na criação dos filhos. Afinal, não são raras as ocasiões em que cabe apenas à figura materna os cuidados dos filhos. O filme Fralda foi o terceiro a entrar no ar, no dia 01 de novembro.

Além do machismo, outros tipos de preconceitos estão no planejamento da marca: a gordofobia e a homofobia. Eles serão trabalhadas em outros cinco vídeos que fazem parte da campanha de verão da marca. A campanha tem concepção da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, a mesma que criou o “Desce redondo”.

 

 

Em conversa com CLAUDIA, a diretora de marketing da Skol, Maria Fernanda Albuquerque comenta as motivações da marca na nova campanha:

 

 

CLAUDIA: Por que vocês decidiram criar vídeos que abordam comentários preconceituosos?

 

 

Maria Fernanda Albuquerque: Todas as formas de preconceito geram afastamento e a proposta é que as pessoas se juntem – uma bandeira que Skol levanta. Assim, os vídeos, na realidade, são sobre como incluir as pessoas.

 

 

CLAUDIA: Qual é a importância de marcas de cerveja como a Skol terem campanhas que trazem o machismo e outras opressões para o debate?

 

 

Maria Fernanda: É gigante! Sabemos que cerveja a foi parte da construção [de discursos preconceituosos]. Lutar contra algo que você já fez é importante.

 

 

CLAUDIA: Em março deste ano, em entrevista para CLAUDIA sobre a campanha Reposter, você disse que é possível as marcas evoluírem. O que lhe faz pensar isso?

 

 

Maria Fernanda:  Há muitos anos não objetificamos mulheres. Mas achávamos que era válido ter uma quebra de fato. Para mim, esse momento tem a ver com o momento do jovem em si, que está reformulado. E a Skol, que tem a ver com o jovem, está se reformulando. 48% do consumo de Skol vem de mulheres, que querem, de fato, verem-se e estarem inclusas [como consumidoras].

 

 

CLAUDIA: É realmente possível que uma marca lute contra algo que ela já fez?

 

 

Maria Fernanda:  A gente costuma falar que as marcas são como as pessoa. Do mesmo jeito que o seu colega evolui, nós também evoluímos.

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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