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Pela primeira vez, transgênero é eleita para Legislativo nos Estados Unidos

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE: 

 

Veja publicação original:   Pela primeira vez, transgênero é eleita para Legislativo nos Estados Unidos

 

 

Danica, de 33 anos, venceu as eleições defendendo, como primeira plataforma, melhorias no trâfego urbano e procurou deixar o debate sobre a transsexulidade como tema secundário
 

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos (EUA), uma transgênero foi eleita para um cargo legislativo. Nessa terça-feira (7/11) a democrata Danica Roem foi escolhida representante da Assembleia Legislativa do estado da Virginia. Danica venceu o conservador Bob Marshall na disputa por uma vaga na assembleia – cargo semelhante ao de deputado estadual no Brasil.

A campanha no estado acabou polarizada sobre o debate dos direitos de homossexuais e transgêneros. O republicano Bob Marshall, de 73 anos, é um político experiente, conservador e luta contra o movimento pela igualdade de gênero.

Durante a campanha, Marshall não quis participar de debates com Danica Roem e não se referia a ela como mulher, mas como homem, seguindo a identidade biológica da ex-jornalista.

A imprensa americana destacou que Danica fez ampla campanha em cada distrito do estado e obteve cerca de US$ 500 mil em doações. Ela lidera um movimento por mais representantes transgêneros na política americana.
Danica, de 33 anos, venceu as eleições defendendo, como primeira plataforma, melhorias no trâfego urbano e procurou deixar o debate sobre a transsexulidade como tema secundário. Ela começou sua transição de gênero há quatro anos e dedicou a vitória “a cada pessoa que já foi apontada, julgada ou estigmatizada”.
Também houve eleições para governadores na Virginia e em New Jersey. Os candidatos democratas ao governo ganharam dos republicanos, o que representa uma derrota. Nos Estados Unidos, nem todos as eleições estaduais ocorrem de maneira unificada como no Brasil e há renovação parcial do Legislativo.
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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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