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Vereadora eleita em Framingham é a 1ª brasileira a ocupar um cargo eletivo nos EUA

Saiu no site O ESTADÃO:

 

Veja publicação original:    Comunidade do Brasil na cidade celebrou o fato como um primeiro passo no aumento de sua participação política no território americano

 

WASHINGTON – Margareth Shepard trocou a cidade goiana de Inhumas por Massachusetts há 25 anos, durante os quais trabalhou como faxineira e montou uma micro empresa de serviços de limpeza. Ela entrou nos EUA com visto de turista e viveu de maneira irregular no país por pouco mais de um ano, até se casar com um americano.

 

 

 

Na terça-feira, essa brasileira de 59 anos, dois filhos e três netos venceu a disputa por uma das onze cadeiras da Câmara de Vereadores de Framingham e se tornará a primeira brasileira a ocupar um cargo eletivo nos Estados Unidos, o que muitos brasileiros acreditam poder ser o começo do  aumento de sua participação política no país adotivo.

 

“Nós elegemos uma faxineira. A Margareth representa a maioria das mulheres brasileiras da nossa comunidade”, afirmou Heloísa Galvão, diretora do Grupo Mulher Brasileira, com sede em Boston, a 35 km de Framingham. “Quando uma faxineira olhar para ela, verá que pode chegar onde ela chegou.”

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O Estado de Massachusetts tem uma das maiores concentrações de imigrantes brasileiros nos EUA. Cerca de 15 mil deles vivem na cidade, o equivalente a 20% da população local. A vereadora eleita iniciou sua participação política há cinco anos no Grupo Mulher Brasileira, em uma campanha pela aprovação de projeto de lei que autorizaria o Estado de Massachusetts a emitir carteira de motoristas para imigrantes sem documentos.

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Apesar de a Assembleia Legislativa ser controlada por democratas, a proposta não avançou. “Naquele momento eu vi como é importante ter representação política.” Margareth disse que sua vitória é o resultado de um trabalho iniciado há três anos com campanhas de “educação política” da comunidade e de registro de brasileiros como eleitores. Em sua opinião, esse processo tende a se intensificar e a se manifestar em outros Estados com grande presença de imigrantes brasileiros, como a Flórida e a Califórnia.

Margareth é filiada ao Partido Democrata e fez campanha por Hillary Clinton no ano passado. Em sua opinião, os resultados de Framingham mostraram a rejeição da retórica anti-imigrante de Donald Trump.

Cinco brasileiros disputaram as eleições municipais no Estado de Massachusetts. Candidata a prefeita de Framingham, Priscila Sousa ficou em terceiro lugar no primeiro turno da disputa, no mês passado. Pablo Maia disputava 1 das 11 vagas de vereador na cidade, mas perdeu. Stephanie Martins também não conseguiu votos suficientes para a Câmara Municipal de Everett, a 42 km de distância. Mas Marcony Almeida conseguiu se eleger para o Comitê Escolar da cidade.

“A vitória da Margareth é um marco e representa o começo da participação efetiva dos brasileiros na política”, disse o padre Volmar Scaravelli, da Igreja São Tarcísio, de Framingham, que foi transformada em município neste ano. “Quando precisarmos conversar com a cidade, teremos uma representante que fala português e entende a nossa cultura e a situação dos imigrantes.” / C.T.

 

Há 25 anos nos EUA, Margareth trabalhou como babá e faxineira até montar uma pequena empresa de limpeza. Cerca de 30 membros de sua família vivem em Massachusetts, entre os quais seus pais e irmãos.

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“Nós elegemos uma faxineira. A Margareth representa a maioria das mulheres brasileiras da nossa comunidade”, afirmou Heloísa. “Quando uma faxineira olhar para ela, verá que pode chegar onde ela chegou.”

A vereadora eleita iniciou sua participação política há cinco anos no Grupo Mulher Brasileira, em uma campanha pela aprovação de projeto de lei que autorizaria o Estado de Massachusetts a emitir carteira de motorista para imigrantes sem documentos. Apesar de a Assembleia Legislativa ser controlada por democratas, a proposta não avançou. “Naquele momento eu vi como é importante ter representação política”, ressaltou Margareth.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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