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10 famosas que levantam a voz pelos direitos das mulheres

Saiu no site REVISTA CLAUDIA:

 

Veja publicação original:  10 famosas que levantam a voz pelos direitos das mulheres

 

26 de agosto é o Dia Internacional da Igualdade Feminina e elas se posicionam por igualdade salarial, aborto e outros direitos

 

Por Camila Bahia Braga

 

Hoje, dia 26 de agosto, é celebrado o Dia Internacional da Igualdade Feminina. A origem da data foi o dia 26 de agosto de 1970, quando milhares de mulheres de diferentes raças e classes sociais fizeram manifestações pelos Estados Unidos.

 

As mulheres protestavam pelo direito de estudar, pela igualdade salarial, por creches integrais e pela legalização do aborto. O movimento foi intitulado de NOW (agora, em português), manifestando a urgência das demandas das mulheres.

Aparentemente, a palavra não foi muito bem entendida. Quase 50 anos depois, ainda temos que reivindicar direitos básicos, como o pagamento do mesmo salário para homens e mulheres exercendo as mesmas funções.

Celebridades tem usado o espaço na mídia para defender os direitos das mulheres. Selecionamos alguns desses posicionamentos encorajadores:

Nicole Kidman

 

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Nicole Kidman no Festival de Cannes 2017 (Antony Jones/Getty Images)
Durante o Festival de Cannes de 2017, onde o longa-metragem “O Estranho Que Amamos” (Sofia Coppola) concorreu à Palma de Ouro de Melhor Filme, a atriz australiana aproveitou para defender a participação das mulheres no cinema:

“Dos filmes dirigidos em 2016, segundo o Women in Filmming, 1,2% foram dirigidos por mulheres. Só 193, das 4 mil séries para a TV, foram dirigidas por mulheres. Estes números dizem tudo. Estas estatísticas falam de algo muito importante hoje. Ainda bem que temos Sofia e a Jane Campion [que dirige a série Top of the Lake, em que Nicole atua e que foi exibida em Cannes]. Como atrizes, a gente tem que apoiar as diretoras mulheres. Tenho esperança que este cenário mude ao longo do tempo. E quando alguém disser que é tão difícil, vamos poder dizer que não é”, celebrou a atriz.

 

Charlize Theron

 

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Charlize Theron durante premiação de Mad Max: Estrada da Fúria (Ben A. Pruchnie/Getty Images)
A vencedora do Oscar de Melhor Atriz brilhou quando negociou um salário igual ao do ator Chris Hemsworth, com quem contracenaria no filme A Branca de Neve e o Caçador. Sua personagem Imperadora Furiosa, em Mad Max: Estrada da Fúria, também se transformou em um ícone feminista na cultura pop.

Sobre a igualdade salarial, Theron falou à ELLE: “Eu tenho que dar crédito a eles porque, uma vez que pedi, eles disseram ‘sim’. Eles não se opuseram. E talvez essa seja a mensagem: de que nós precisamos nos posicionar. Esse é um bom momento para trazer isso a um lugar de justiça, e meninas precisam saber que ser feminista é uma coisa boa. Não quer dizer que você odeia os homens. Significa direitos iguais. Se você está fazendo o mesmo trabalho, você deveria ser recompensada e tratada da mesma forma”.

Daniela Mercury

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Daniela Mercury (Ethan Miller/Getty Images)
A musa do axé, que tornou público seu relacionamento com a jornalista Malu Viçosa em 2013, tem sido uma importante defensora da comunidade LGBT e das mulheres. Neste ano, ela se posicionou sobre a situação política do país:

“Nós estamos com nossos direitos arriscados. Eu sou a favor das mulheres decidirem se querem abortar ou não. A mulher precisa poder escolher. É pela liberdade de ter poder sobre o próprio corpo. Sem falar nas leis contra a transfobia, homofobia, lesbofobia, todas as fobias relacionadas à sexualidade, e isso é uma coisa urgente porque o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.”

 

Jennifer Lawrence

 

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Jennifer Lawrence em campanha da Dior (Pinterest/Reprodução)
Jennifer Lawrence foi a cara da coleção de outono 2017 da Dior, cuja campanha tinha como mote We should all be feminists (Deveríamos ser todos feministas, em tradução livre). A frase faz menção ao famoso discurso da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie no TEDx Houston, que originou também o livro-manifesto Sejamos todos feministas, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

Em 2015, J-Law levantou sua voz contra a desigualdade dos salários pagos a atores e atrizes em Hollywood. Em texto escrito para a newsletter Lenny, da também feminista Lena Dunham, ela ousou tocar na ferida, sob o título “Por que ganho menos que meus colegas homens?”:

“Quando o vazamento da Sony aconteceu e eu descobri o quanto menos eu estava sendo paga do que as pessoas que por sorte têm pintos, eu não fiquei brava com a Sony. Eu fiquei com raiva de mim mesma. Eu falhei como uma negociadora porque desisti cedo. Eu não queria parecer ‘difícil’ ou ‘mimada’. E, com base nas estatísticas, não acho que sou a única mulher com esse problema. Será que estamos socialmente condicionadas a nos comportarmos dessa maneira? Poderia ainda ser um hábito persistente tentarmos expressar as nossas opiniões de uma determinada maneira que não ‘ofenda’ ou ‘assuste’ os homens? (…) Até que vi a folha de pagamento na internet e me dei conta de que todos os homens com os quais eu estava trabalhando definitivamente não se preocupavam em não parecer ‘difíceis’ ou ‘mimados’.”

Viola Davis

 

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(Gregg DeGuire/Getty Images)
Primeira mulher negra a vencer o prêmio de Melhor Atriz para Série de Drama (por How To Get Away With Murder), vencedora de Oscar e Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (por Um Limite entre Nós) e estrela consagrada do cinema e da TV, Viola Davis luta pelo espaço das mulheres negras.

Em seu discurso no Emmy, a atriz declarou: “A única coisa que separa mulheres negras de qualquer pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papeis que não existem. Então esse [prêmio] vai para todos os escritores, para as pessoas incríveis que redefiniram o que significa ser bonita, ser sexy, ser protagonista, o que significa ser negra.”

Angelina Jolie

 

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(Eamonn M. McCormack/Getty Images)
Angelina Jolie é, além de uma militante humanitária, declaradamente envolvida com o feminismo. Uma de suas causas mais defendidas é a vulnerabilidade das mulheres e crianças em zonas de conflito e em áreas carentes de recursos.

“Há uma epidemia global de violência contra as mulheres – tanto dentro das zonas de conflito, quanto em sociedades pacificadas, mas isso ainda é tratado como um crime pequeno, de menor prioridade. Mulheres e meninas estão arcando com o ônus de extremistas que se deleitam em tratá-las de forma bárbara. Precisamos de políticas de segurança de longo prazo que sejam projetadas por mulheres, focadas nas mulheres e executadas por mulheres”, defendeu ela, em discurso na African Union Summit, encontro bianual para discutir questões enfrentadas pelo continente.

Adele

 

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(Frazer Harrison/Getty Images)
A cantora britânica já contou ter vivenciado manifestações machistas como mansplaining – quando os homens presentes acreditam que só eles sabem sobre o assunto que está sendo discutido. Na ocasião do lançamento do seu álbum “25”, ela declarou: “Eu sou feminista. Acredito que todo mundo deveria ser tratado da mesma maneira, incluindo raça e sexualidade”.

Pitty

 

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(Victor Moriyama/Getty Images)
A artista baiana tem um histórico de posicionamentos feministas públicos, na TV, em palcos e nas redes sociais. Entre os temas abordados por ela estão a pressão estética sofrida pelas mulheres, a necessidade de acabar com a ideia de competição feminina e o erro em achar que uma mulher só pode ser sexy ou intelectual, inteligente ou bonita.

Em entrevista à revista Rolling Stone, ela lembrou: “O feminismo não é só bom para as mulheres, para os homens também, para a sociedade, pois se trata de igualdade, não de supremacia. O machismo oprime os homens também. Acho que no dia que eles perceberem isso, vai ser uma grande revolução.”

 

Shonda Rhimes

 

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(Marla Aufmuth/Getty Images)
A poderosa produtora, cineasta e roteirista fala sobre seus posicionamentos feministas na imprensa frequentemente. Sua empresa produtora, a ShondaLand, criada em 2005, é a responsável por incríveis séries e personagens (como Grey’s Anatomy, Scandal, How To Get Away With Murder) que fazem jus às mulheres. “A beleza de ser uma feminista é que você começa a ser o que quiser, e esse é o ponto”, disse ela, à ELLE, em 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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