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Negado Habeas Corpus para homem que descumpriu medida protetiva e efetuou agressões verbais

Saiu no site TJ Rio Grande do Sul:

Os integrantes da 4ª Câmara Criminal do TJRS decidiram por unanimidade manter preso um homem que descumpriu medidas protetivas de urgência concedidas à sua ex-companheira.

O caso

O homem foi preso em flagrante pela Brigada Militar porque estava na frente da casa onde morava a companheira e estaria perturbando a tranquilidade. Os policiais teriam confirmado que o ex-casal estava discutindo. A vítima contou que tinha medidas protetivas contra o agressor e que ele a procurava diariamente para perturbar e ameaçar.

A mulher ainda relatou aos policiais que sofreu ofensas morais. A vítima também narrou que o acusado estaria rondando a casa dela à noite, e que por este motivo tinha medo de sair.

Em razão disso, o Juiz de Direito Roberto Coutinho Borba decretou a prisão preventiva do homem. Segundo ele, o agressor não tem limites, podendo intentar contra a vítima novamente.

Decisão

O relator do pedido de Habeas Corpus, Desembargador Newton Brasil de Leão, esclarece que é evidente que o homem descumpriu pelo menos uma das medidas protetivas que estava obrigado a seguir: a de não se aproximar e manter contato com a ex-companheira.

Para o magistrado, a manutenção da prisão se faz necessária para preservar a integridade física e psicológica da vítima, pois já demonstrado que insuficientes as medidas protetivas.

A defesa alegou que o homem está sofrendo constrangimento ilegal, por ausência dos pressupostos autorizadores da custódia cautelar e desproporcionalidade da medida.

Participaram do julgamento acompanhando o voto o Desembargador Julio Cesar Finger e o Juiz Convocado Mauro Borba.

Publicação Original: Negado Habeas Corpus para homem que descumpriu medida protetiva e efetuou agressões verbais

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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