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Congresso derruba veto e obriga rede de saúde a informar à polícia casos de violência contra mulher

Saiu no site G1

 

Veja publicação no site original:   Congresso derruba veto e obriga rede de saúde a informar à polícia casos de violência contra mulher

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Presidente Jair Bolsonaro havia vetado mudança na lei sob a justificativa de que a comunicação compulsória deixará a vítima vulnerável à retaliação do agressor.

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Por Fernanda Calgaro

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O Congresso Nacional derrubou na tarde desta quarta-feira (27) o veto do presidente Jair Bolsonaro que barrava a notificação compulsória à polícia dos casos de violência contra mulheres atendidas no sistema de saúde. No total, o Congresso derrubou nesta quarta sete vetos do presidente.

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Com isso, os profissionais, tanto da rede pública de saúde quanto da rede privada, passarão a ser obrigados a comunicar à polícia, no prazo de 24 horas, indícios de que a paciente foi vítima de violência.

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Atualmente, a notificação é feita somente às autoridades sanitárias para fins de estatística e de controle epidemiológico. Em caso de risco à vítima ou à comunidade, a polícia até poderia ser comunicada, mas desde que com o conhecimento prévio da paciente ou do responsável. Agora, a polícia terá de, necessariamente, ser informada.

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O projeto de lei tinha sido aprovado pela Câmara e pelo Senado e gerou intenso debate.

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Críticos ao texto defendiam a manutenção do veto sob o argumento de que a decisão de levar o caso à polícia deveria ser da mulher, a fim de que ela não tivesse a segurança ameaçada.

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Na justificativa para o veto integral, o presidente Bolsonaro argumentou da mesma maneira – que a notificação compulsória à polícia vai expor a vítima de violência doméstica.

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No documento enviado ao Congresso para esclarecer a razão do veto, o presidente afirmou que, “ao determinar a identificação da vítima, mesmo sem o seu consentimento e ainda que não haja risco de morte, mediante notificação compulsória para fora do sistema de saúde”, a mulher ficará, segundo o texto, mais vulnerável e sob risco de sofrer retaliação do agressor.

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Defensores da mudança na lei afirmam que a notificação compulsória ajudará a reduzir a subnotificação dos casos de violência contra as mulheres.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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