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Perfil do Instagram denuncia assédios sofridos por corredoras

Saiu no site METRÓPOLES

 

Veja publicação original:   Perfil do Instagram denuncia assédios sofridos por corredoras

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A @soquerotreinar quer mostrar a realidade das mulheres que correm nas ruas e conscientizar o público

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Por Isabella Cavalcante

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Assobios, comentários invasivos, olhares violentos e, às vezes, até toques forçados fazem parte do cotidiano das corredoras no Brasil. Quando as mulheres desbravam as ruas com seus passos ritmados, elas encontram desrespeito e situações assustadoras. Para gerar consciência e lutarem contra o assédio, Giseli Trento, de Criciúma (SC), encabeçou a página Só Quero Treinar, no Instagram.

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A professora de biologia, de 39 anos, começou a correr em 2016 e desde então vive uma forma diferente de machismo. “A ideia surgiu nos treinos de preparação para uma meia maratona. Saía muito cedo e sozinha. Durante o trajeto ouvia várias cantadas, assobios, buzinas e olhares que me incomodavam muito. E pensava: ‘Eu só quero treinar. Preciso fazer algo para combater isso’”, conta.

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Giseli se uniu a cunhada e jornalista Tássia Búrigo para criar a conta no Instagram. O principal objetivo é alertar para a questão do assédio. “Era um assunto que parecia estar abafado, invisível, se fazia pouco caso e muitas vezes passava como algo normal. Mas não é! A página quer ser um canal capaz de sensibilizar o público a não praticar essas atitudes”, afirma.

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O perfil, que ultrapassou 8 mil seguidores em menos de dois meses, é composto de relatos enviados por diversas corredoras do país e também por publicações com dicas de segurança para as mulheres. As histórias impressionam pela frequência e teor violento dos assédios cometidos nas ruas, muitas vezes em plena luz do dia.

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“O assédio mais recorrente que recebemos é a ‘cantada’. Há várias denúncias de olhares intimidadores também”. A dica de Giseli, nesses casos, é evitar o confronto verbal. “Vai dar raiva, vontade de soltar um palavrão, mas quando se está sozinha isso pode ser extremamente perigoso”, alerta.

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“Casos mais graves, como tentativa de estupro, assalto, homens se masturbando em locais públicos são mais complicados. O ideal é buscar ajuda de outra pessoa, se possível, e alertar as autoridades”, comenta. “Muitas mulheres já sofreram assédio nos treinos e ficam com vergonha de contar para marido, namorado e pais, mas só falando do assunto conseguiremos reduzir as ocorrências”.

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A resposta à Só Quero Treinar surpreendeu as expectativas das criadoras da página. Os seguidores ajudam enviando relatos, divulgam o Instagram e falam sobre a página com os amigos. “Tem sido um aprendizado incrível e, para mim, virou uma missão ajudar as pessoas a combaterem essas violências”, fala Giseli.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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