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Fraude financeira: dicas para conseguir recuperar a sua empresa

Saiu no site FINANÇAS FEMININAS

 

Veja publicação original:  Fraude financeira: dicas para conseguir recuperar a sua empresa

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Por Gabriella Bertoni

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Ter uma empresa produtiva e com a saúde do caixa em dia é o sonho de qualquer empreendedora. Entretanto, é preciso estar atenta a uma inimiga perigosa quando o assunto é dinheiro: a fraude financeira. De acordo com um levantamento realizado no final de 2017 pela empresa de investigação corporativa Kroll, 74% das organizações brasileiras teriam sofrido pelo menos um episódio de fraude. Os dados são referentes aos 12 meses anteriores à pesquisa e usou como base informações de 550 executivos sêniores.

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Para entender melhor como isso funciona, é importante saber o que caracteriza uma fraude financeira. “Ela nada mais é do que uma ação praticada por uma pessoa ou empresa, que age de má fé, com o intuito de prejudicar terceiros e obter benefícios e ganhos pessoais, como obter propriedades, dinheiro e serviços de forma injusta”, explica Sergio Dias, economista e consultor do Sebrae.

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Aqui, vale aplicar o ditado que diz “o olho do dono que engorda o gado”, ou seja, é fundamental estar sempre atenta ao que entra e sai do seu negócio. Uma alternativa é você, ou alguém de completa confiança, fazer uma auditoria de todas as finanças da empresa a cada 30 dias. “É fundamental observar os mínimos detalhes. Coloque tudo em uma planilha e projete o que precisará pagar e receber pelos próximos dois meses. Assim, será mais fácil tomar conta de tudo”, comenta Michel Chamovitz, advogado e economista.

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Prepare-se para recuperar o valor perdido

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Ficar com nome sujo pode se tornar um verdadeiro pesadelo para uma empreendedora, principalmente quando se trata de uma fraude financeira. Depois de identificar como ocorreu a fraude, é preciso dar início aos cortes necessários e trabalhar para a captação de recursos.

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Segundo o especialista em auditoria bancária Donato Souza, é possível recorrer a um empréstimo. Entretanto, essa é uma opção viável caso a atividade da empresa seja rentável e a parcela contratada do crédito não comprometa mais do que 30% do valor líquido do negócio.

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“Todavia, deve-se evitar ao máximo a tomada de dinheiro dos bancos através do cheque especial. É importante observar que a Lei do Sistema Financeiro determina que os bancos avaliem a capacidade de pagamento e tomada de crédito das empresas para, só então, disponibilizar tais recursos”, pondera.

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Já Chamovitz ressalta que a retomada da empresa deve estar baseada na prevenção, correção, avaliação e monitoramento. “Avalie a troca de dívidas por outras com juros menores e renegocie com os fornecedores para ganhar mais prazo. Para diminuir as chances de que isso ocorra novamente, é fundamental monitorar frequentemente o fluxo de caixa e estabelecer pontos de controles rígidos.”

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Descobri uma fraude financeira na minha empresa. E agora?

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Ser vítima de uma fraude financeira é um pesadelo para qualquer empreendedora. A situação requer uma investigação detalhada e todos os esforços devem ser empreendidos no sentido de traçar um planejamento para se recuperar do prejuízo. É primordial manter a calma para descobrir o que aconteceu e seguir alguns passos para conseguir se reerguer.

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A primeira dica, de acordo com Felipe Silveira, especialista em finanças pessoais e empresariais e educador financeiro, é começar a investigar para descobrir todas as brechas que permitiram a fraude. “Faça um levantamento total dos prejuízos da fraude no curto, médio e longo prazo e o planejamento de restauração financeira da empresa. Em seguida, um plano de ação com maneiras de aumentar a receita da empresa e diminuir saídas deve ser feito, a fim de repor o dinheiro desviado”, pontua.

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Caso você tenha sido vítima de uma fraude na sua conta bancária, por exemplo, é importante informar a sua instituição financeira o mais rápido possível, para requisitar a devolução de valores. Depois, comunique o acontecido aos órgãos de Segurança Pública.

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“Identificado o tipo de fraude que ocorreu em sua empresa, o importante é interromper essa ação e procurar entender o porquê de sua adoção – se a fraude financeira ocorreu por má fé ou por falta de conhecimento contábil. Em ambos os casos cabe uma ação corretiva por parte da empresária, para que a fraude financeira não ocorra novamente”, conclui Dias.

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Fotos: Adobe Stock

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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