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Dona de casa diz que ficou cega de um olho após agressão do namorado, em Anápolis

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Dona de casa diz que ficou cega de um olho após agressão do namorado, em Anápolis

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Ela diz que, além lesões no rosto, crime causou ‘sequela na alma’. Delegacia da cidade chega a registrar até oito casos de violência doméstica por dia.

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Por Sílvio Túlio e Marina Demori

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Uma dona de casa revela que ficou cega do olho direito após ser agredida com garrafas de vidro, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo Jeane Carla da Silva, de 29 anos, o autor do crime é o até então namorado dela, Tiago Ferreira, de 34. O caso de violência doméstica é apenas um dos vários que a Delegacia da Mulher da cidade tem recebido diariamente.

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A mulher conta que a agressão ocorreu durante um churrasco, há pouco mais de um mês. Ela afirma que eles discutiram por conta das atitudes dele, quando acabou sendo ferida.

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“Ele sempre foi muito machista e foi onde a gente começou a discutir, tinha umas garrafas na nossa frente, ele se alterou e eu também me alterei na voz, quando eu só senti o baque da garrafa na minha cara. Na primeira eu já tonteei e já não vi muita coisa. O próprio filho dele e meus familiares relataram que foram três [golpes]”, lembra.

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De acordo com ela, o homem fugiu. Ele é procurado pela polícia. O G1 não conseguiu localizar o advogado dele.

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Jeane diz que o relacionamento durou dois anos e que sempre foi muito conturbado, marcado por brigas e outras agressões. Ela diz que os golpes fizeram um estrago não somente físico, mas também psicológico.

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“Olho no espelho e não me reconheço, sabe. Eu era sempre tão vaidosa, sempre gostei tanto de me arrumar e saber que meu olho não vai voltar. Ficou uma sequela no rosto e uma sequela na alma também”, desabafa.

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Jeane relata que ficou cega de um olho após agressão do namorado com garrafa de vidro — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Jeane relata que ficou cega de um olho após agressão do namorado com garrafa de vidro — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

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Outros casos

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Outro caso que chama atenção é da veterinária Pollyana Gomes de Melo. No último sábado (16), ela também foi agredida, ficou com vários hematomas pelo corpo e até mesmo com o tímpano estourado. A vítima acusa o ex-namorado, Gustavo Lourenço Assad Nasser, que não aceitava o fim da relação.

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“Apanhei muito sem poder fazer nada, não poderia fazer nada. Não tinha força para competir com alguém que está me espancando”, recorda.

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G1 e a TV Anhanguera não conseguiram contato com a defesa de Gustavo.

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Ela destacou que chegou a ser obrigada a entrar no carro dele e ir até a casa do atual namorado, onde o suspeito quebrou o carro dele. Câmeras de segurança registraram a situação (veja vídeo acima).

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Com medo, ela conseguiu descer do banco do passageiro, tomou a direção e fugiu com o veículo do ex.

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“Eu vi o carro ligado. Foi na hora que eu pensei: ‘eu vou sair daqui senão eu vou morrer’. Ele vai me matar logo depois, já falou mil vezes que vai me matar. [Ele falava] porque que eu tinha feito isso com ele, porque eu estava com outro, que eu tinha bebido. E daí? Já tinha terminado com ele. Poderia fazer qualquer coisa. Nada justifica ele ter me espancado”, afirma.

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Veterinária conseguiu pegar o carro do ex e fugir dele para não ser mais agredida — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Veterinária conseguiu pegar o carro do ex e fugir dele para não ser mais agredida — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

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Outro crime que chamou a atenção no município recentemente foi o de uma mulher, que foi agredida junto com o filho, de 1 ano, durante rituais de magia negra. O marido foi detido em flagrante suspeito do crime.

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Ela foi hospitalizada e já deixou o leito de UTI, mas segue internada em observação.

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Casos frequentes

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O aumento nos casos de violência doméstica está deixando as autoridades em alerta. Somente no último final de semana, durante o plantão policial, foram seis casos relacionados à Lei Maria da Penha em Anápolis.

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A titular da Delegacia da Mulher, delegada Marisleide Santos, disse que registra cerca de oito casos diários de agressões. Somente no mês passado, foram dez ocorrências que originaram lesões gravíssimas.

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“Tem chamado atenção a gravidade dos casos que tem ocorrendo, com várias lesões graves, tentativa de feminicídio e também um caso até de tortura”, salienta.

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Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

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Objetos encontrados na casa do casal que levantaram suspeita de tortura em rituais — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Objetos encontrados na casa do casal que levantaram suspeita de tortura em rituais — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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