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Diretor do Corinthians destaca força do ‘Respeita as Minas’ para descontratar jogador

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Diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg destacou a força que as redes sociais tem hoje em dia nas decisões do clube, como por exemplo em contratações. O dirigente ainda citou um caso recente em que ‘descontratou’ Juninho, do Sport, que foi denunciado por agredir sua esposa.

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Rosenberg não escondeu que as mídias sociais tem influência em atitudes que o clube toma, e comparou com a sua primeira passagem no Corinthians (2008-2012), quando em parte desta época a internet não era tão usada.

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“Até vim a internet, era um time capaz de transmitir com clareza, objetividade, transparência e ética o que o clube sente e o que o clube quer que seja ouvido. Com a internet é uma avenida de duas mãos, não basta você enviar mensagens e informar. Você tem que estar preparado para ouvir e agir de acordo com isso. Então gera um processo interativo como nunca existiu. É o mais perto da democracia direta que você pode chegar”, disse Rosenberg no programa “Bem Amigos”.

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Para o Dia Internacional da Mulher em 2018, o Timão criou  o “Respeita as minas”, movimento com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o combate ao assédio sexual e a violência contra a mulher. Porém pouco tempo depois iniciou conversas com Juninho, do Sport, que estava respondendo a um processo por agressão a sua mulher. Com base na influência das redes sociais, o Corinthians desistiu da contratação.

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“O Corinthians assumiu a causa da defesa das mulheres com toda a intensidade e vocês vão ver o que vamos aprontar em março (Dia Internacional da Mulheres). Mas essa campanha ‘Respeita as Minas’ o que bombou foi algo maravilhoso. Aí o pessoal da base resolve contratar um jogador talentoso, 18 anos… contaram para nós que ele tinha um problema de ter espancado a esposa”, relembra o dirigente.

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“Então existe aqui em São Paulo um movimento maravilhoso, é uma promotora Gabriela Mansur que faz o seguinte: vai a causa do problema, não só defende a mulher, reintroduz a mulher na sociedade, mas recupera o agressor. Não dá para ser uma pena perpétua, vamos tratar de reconverter. Então quando ele viria, já ficamos combinado com a promotora que seria um ‘case’ de recuperação”, ponderou.  

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“Mas as nossas redes sociais explodiram dizendo ‘Mas de jeito nenhum vai trazer’. Não é o que a gente quer? Recuperação (do atleta)? ‘Vai recuperar em outro clube. Aqui é onde se plantou a bandeira da defesa dos direitos femininos e não dá espaço para este tipo de concessão’. O que fizemos? Descontratamos”, frisou.

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Na época, Juninho havia desembarcado no aeroporto em Guarulhos quando soube que o Corinthians havia desistido de sua contratação por causa da força da Fiel.

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“Este tipo de comunicação, de expressão e vontade é algo que para quem não se preparar, quem não entender vai se dar mal. E no Corinthians é a principal prioridade do marketing. Hoje em dia comunicação e marketing é uma coisa só”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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